26 anos, solteira e sem filhos


Olá queridos leitores!

Eu sei que é semana de Natal e eu até pensei em escrever um texto sobre o tema, mas Deus me lembrou de um texto que salvei aqui e que se encaixa perfeitamente como uma “continuação” do meu último texto – Não tenho nada.

26 anos, solteira, e sem filhos

Qual o próximo passo?

Meus dois irmãos recentemente tiveram filhos, o que torna uma família completa. Ambos são mais velhos do que eu, então faz sentido saber que eles estão em um estágio diferente do meu. Eles as conheceram e casaram, compraram cães e tiveram filhos, tudo em uma sequência agradável. Eu amo vê-los construir suas vidas juntos. É uma coisa que realmente me faz muito feliz. Quando o meu último irmão se casou, eu estava no começo de meus vinte e poucos anos. Ninguém me perguntou nada sobre quando seria o meu casamento.

Mas e agora? Eu tenho 26 anos, solteira e sem filhos . Os comentários começam a surgir.

“Qual o próximo passo?”

“Quando você vai se casar?”

“Você se dá bem com as crianças!”

“É melhor começar…!”

Eu não deveria estar muito preocupada com o que eles estão dizendo. Eles só estão brincando ou me encorajando a ir para o próximo passo em minha vida. É inofensivo! Ninguém quer dizer nada com isso, apenas que já é hora de eu estar indo na mesma direção que todo mundo. Faz sentido. Eu entendo.

Mas não parece tanto assim.

Acredite em mim, eu tenho plena consciência de que sou solteira e não tenho filhos. E eu nem sequer tenho um emprego de verdade no momento. Estou ciente de que estou ficando velha. Estou ciente de que eu não estou seguindo os mesmos padrões de meus pais ou de meus irmãos, ou de muitos dos meus colegas. Também estou ciente de que meu relógio biológico está correndo. Tenha certeza de que eu sou muito consciente sobre tudo isso.

Então, quando você – amigos , familiares, conhecidos, seguidores do Twitter e leitores do blog – me lembram de que eu estou longe do que era esperado para alguém da minha idade, isso faz eu me sentir arrasada. Eu sinto como se eu tivesse feito algo errado. Eu sinto que eu vou decepcioná-lo ou cometer algum erro.

Ao invés de me regozijar na minha liberdade, bênçãos e possibilidades ilimitadas que essa fase da vida me oferece, eu fico paralisada, sentindo-se como se eu não fosse boa o suficiente. Como se o que eu fiz até agora realmente não importa, ou que eu não tenha conseguido nada. Sou uma pessoa leviana. Sou uma defeituosa. Estou em pânico. Quando você comenta sobre esta fase de minha vida como se houvesse algo que eu pudesse fazer para mudar, isso me faz sentir inadequada. Na maioria dos dias eu realmente amo onde eu estou agora, mas quando as pessoas questionam o meu estado civil, eu acho que estou atrapalhando minhas chances de fazer qualquer coisa que valha a pena em minha vida.

E se o meu objetivo final de vida não tenha nada a ver com o casamento, filhos ou uma carreira? E se o meu objetivo fosse amar muito as pessoas, e abraçar plenamente os dons que me foram dados? Isso seria o suficiente? E se o meu objetivo de vida fosse simplesmente correr a corrida, para ser chamado de servo bom e fiel no final disso tudo? Talvez isso significasse casar-me e ter filhos, e ter uma carreira próspera, mas talvez não. Tá tudo certo se isso não acontecer?

Quando você me pergunta quando eu irei me casar, eu não tenho uma resposta para você. Quando você insinua sobre mim tendo filhos, isso me deixa com inveja de novos pais. Quando você incitar sobre a falta de uma carreira estável, eu fico muito frustrada. Quando você faz essas perguntas, isso não me ajudar a crescer. Não me ajuda a sentir-me satisfeita com relação onde eu estou. Isso me prejudica bem mais do que você imagina. Talvez você esteja apenas tentando puxar assunto, ou tentando jogar conversa fora, mas talvez você esteja realmente interessado em minha vida. Se for isso, eu me sinto muito grata.

Gostaria, porém, de sugerir uma coisa: ao invés de me perguntar qual será o próximo passo, pergunte-me o que está acontecendo agora. Questione-me sobre o que Deus está me ensinando, me pergunte contra o que eu estou lutando, ou o que me traz alegria. Eu estou aprendendo, estou crescendo e estou feliz. E eu adoraria contar-lhe a respeito disso tudo.

Tenho 26 anos de idade. Eu não tenho um marido. Eu não tenho filhos. Eu não tenho uma carreira. Eu não tenho o que as pessoas esperam que eu deveria ter , mas sou abundantemente abençoada com coisas absurdas, divertidas e fantásticas, que eu nunca teria sonhado.

Então, por favor, meus queridos amigos, não me pergunte qual o próximo passo. Pergunte-me o que está acontecendo agora.

Texto original: http://convergemagazine.com/26-unmarried-and-childless-8736/

Amanda Bast. http://mandiemarie.com.

Tradução livre: Mirela Sartori

Revisão: Patrícia L. R. Geiger

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