A jornada do saber

Desde o dia em que nascemos até morrermos, estaremos aprendendo algo. Seja com a nossa primeira imagem quando chegamos aos seus braços (ainda sujos do parto), a materiais específicos em ambientes acadêmicos e/ou eclesiásticos; por algo ou alguém, temos a capacidade de nos adaptarmos aos ambientes e situações, bem como, absorvermos algum tipo de conhecimento (e este, bom ou mau). Somos como esponjas que retemos muitas informações. Umas, precisamos guarda-las e usá-las num momento oportuno; outras podem (e devem) ser descartadas.

Algumas pessoas se esforçam muito na arte do aprender. Dedicam várias horas por semana frente aos livros ou qualquer outra fonte de aprendizado. Essa busca lhes dá uma vantagem bastante significativa numa competição por algum tipo de vaga. Seus esforços quase sempre são recompensados. Existem aquelas que têm dificuldade no aprender. Por falta de tempo no estudo (por trabalhar ou a falta de interesse mesmo), não conseguem assimilar o que lhes é passado. Há também aquelas que já nascem com um QI elevado. Para estas, a inteligência é questão de privilégio.

Num tempo obscuro, onde a internet virou um mestre, onde a escola/faculdade/universidade tem se transformado num dos locais mais nefastos para se aprender, pois alguns “professores” (se é que essa profissão tão nobre pode ser dada a estes) fazem de seu local de trabalho um palanque, desferindo toda sua raiva à família, à moral e os bons costumes, há de se prestar bastante atenção de onde está vindo a sua fonte de aprendizado.

Agora, é preciso não confundirmos “inteligência” com “sabedoria”. Mesmo podendo ser parecidas, não são sinônimos; são coisas distintas. O dicionário trata a inteligência como a faculdade de conhecer, compreender e aprender. Enquanto que a sabedoria é a condição de quem tem conhecimento, erudição. Nem todo aquele que é inteligente é sábio. Partindo do pressuposto que ambas são dadas por Deus, ainda sim, na verdade elas PRECISAM ser desenvolvidas. E cada um, com seu esforço, as buscam conforme seus respectivos interesses.

O problema é que muitos se esforçam pela inteligência e pouquíssimos se importam com a sabedoria. Buscam a inteligência pra resolverem uma necessidade acadêmica/profissional. Quando mais inteligentes mais bem colocados no mercado de trabalho ficarão (e não há absolutamente nada de errado nisso). Só que sabemos que nem tudo é trabalho, nem tudo é estudo, nem tudo é um bom papo com alguém interessante e inteligente (mesmo que seja maravilhoso quando isso acontece).

Diga-me, se o pode fazê-lo: quantas pessoas inteligentíssimas você conhece que se afundaram no vício das drogas, do alcoolismo, do crime? Quantas pessoas, ao menos não ouvimos falar, mesmo com um QI elevadíssimo, após uma decepção não se suicidaram? Quantas pessoas, que com a sua inteligência e o suor do seu honesto trabalho conseguiram grandes posses e não tiveram a sabedoria necessária para mantê-la? Quantas moças e rapazes lindíssimos, bem criados, com famílias estruturadas (econômica, social e moralmente) falando, não se atiram no primeiro “rabo de saia” ou bíceps avantajado que encontrarem pela frente e depois se decepcionaram? Quantos casamentos (o tempo que for) não acabam na primeira crise? Quantos desses casamentos não se tornam um inferno por anos?
Em todos esses casos, podem ao menos EM UM, apontar quantos deles buscaram a sabedoria de Deus para os seus muitos conflitos?

A Bíblia diz (e lembrando que essa será SEMPRE nossa base) que “O temor do Senhor é o princípio do conhecimento, mas, os insensatos DESPREZAM a sabedoria e a disciplina.” (Pv 1:7). Muitos são sábios aos seus próprios olhos. Sabedoria não tem idade; não é “tempo de carteira”; não se pode confundir sabedoria com experiência (mesmo que muitos sábio sejam experientes). Se a sabedoria não for dada por Deus e desenvolvida NELE, vai ruir.

Quem adquire sabedoria (e a segue desenvolvendo), pode perfeitamente também adquirir inteligência; seja acadêmica, emocional, psicológica, educacional, profissional, administrativa, etc. O sábio tem fome por aprender. Mas, inteligência sem sabedoria, NÃO SERVE para absolutamente NADA!

A inteligência pura e simplesmente, pode até te fazer chegar a algum lugar. A sabedoria te fará não somente chegar, mas, PERMANECER na forma, no tempo, e no lugar corretos.
A sabedoria é um mundo de descobertas. Que tal partirmos nessa jornada?

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Elmo do Couto de Oliveira