À nossa imagem e semelhança

Baseado no livro “O Evangelho Maltrapilho” do Brennan Manning.


“Ao longo dos anos tenho visto cristãos moldando Deus a sua própria imagem — em todos os casos um Deus assustadoramente pequeno. Alguns crêem que apenas eles se alimentarão dos pastos verdejantes do céu (…) Há o Deus que tem uma afeição particular pela denominação tal, tem o Deus que ama apenas os pobres e desprivilegiados. Há o Deus que marcha com seus exércitos vitoriosos e o Deus que ama apenas os mansos que oferecem a outra face. Algumas pessoas, como o filho mais velho de Lucas, fazem cara feia e beicinho quando o Pai bota pra quebrar e serve do bom e do melhor para o filho pródigo que gastou o seu último centavo com prostitutas. Alguns, tragicamente, recusam-se a acreditar que Deus possa perdoá-los: “Meu pecado é grande demais”. – página 42

Fiquei por algum tempo refletindo sobre o começo dessa frase “cristãos moldando Deus a sua própria imagem”.

Parece fácil julgar as religiões que fabricam seus próprios deuses; que atribuem formas humanas, de animais e plantas aos seus deuses… quando muitas vezes os que se dizem cristãos, também fazem Deus á sua imagem e semelhança.

A Bíblia deixa muito claro quando diz que Deus criou o homem à Sua imagem e semelhança:


“E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou.” Gênesis 1:27

Mas temos visto o contrário acontecer: o homem criando Deus à sua imagem e semelhança.

E não estou falando de fazer uma imagem física de Deus. Mas a imagem que temos dEle em nossa mente. Colocamos Deus numa caixa e damos a forma que achamos que Ele merece.

“Eu tenho o Deus que me recompensa, se eu for bom.”

“Eu tenho o Deus que ama mais a minha igreja do que a sua.”

“Eu tenho o Deus que me ama mais, do que ama uma prostituta.”

Podemos não falar isso em voz alta, mas pensamos. Damos uma forma à Deus. Ditamos quem Ele pode amar e quem não pode. Determinamos que Ele realize certas coisas em nossas vidas.

Ou seja, parece que criamos Ele.. e não o contrário.

Esquecemos que somos criaturas dEle. Filhos dEle.

Esquecemos que estamos delimitando o amor, o poder, a graça de Deus.

E assim, demonstramos que não o conhecemos de verdade; porque se O conhecêssemos, jamais estaríamos dando uma forma a Ele.

Vamos nos colocar em nosso lugar e deixar Deus ser Deus.

Nós somos o barro. Ele o oleiro. Não vamos inverter as coisas!

“Vocês invertem as coisas, como se o barro valesse mais do que o oleiro! O pote não vai dizer ao homem que o fez: “Você não me fez.” Uma vasilha não dirá ao oleiro: “Você não sabe o que está fazendo.” Isaías 29:16

Com amor

Pati Geiger

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Patrícia Geiger