A safra perfeita…


Uma simples pedra atirada no lago cria pequenas ondas ao redor de onde fora jogada. Discretos sussurros numa gruta criam grandes ecos. Pequenos ventos no oceano desencadeiam grandes ondas na praia. Uma fagulha na mata provoca grandes chamas, que geram um grande incêndio. Um abençoado casamento começa com um simples olhar (mas, lógico, regado a constantes orações). Nos pequenos frascos, contém os melhores perfumes; e os piores venenos. A maior árvore do mundo começa com um frágil broto. A criação de um filho começa quando o casal decide ter um (ou quando descobrem que estão grávidos). Grandes quedas ocorrem através de pequenas pedras ao longo do caminho.

Um grande amigo certa vez me disse que o pecado ou um grande erro, como queiram, não começa por acaso; não começa por acidente, não começa “pelo destino”. NÃO! Eles começam uma semana antes (ou um pouco mais, um pouco menos), com um simples pensamento, um desejo, um sentimento; ou já estava sendo “maquinado” a pouquíssimo tempo. Ali, só aconteceu o que já estava se desenhando antes. A única coisa que não podemos dizer é que “foi sem querer”.

Perceba que entre uma grande benção e uma grande tragédia, estão as pequenas coisas, ou as pequenas decisões, ou gestos, ou ações, ou pensamentos, ou sentimentos, etc. Uma única pessoa, pode fazer a diferença ao seu redor. Hitler, um, que devido sua entrega aos seus ideais insanos, matou milhares de judeus. Paulo, um, que através de sua entrega verdadeira ao Senhor, transformou a Ásia e o reflexo vemos até hoje. Jesus, um (Jo 10:30), mudou a humanidade, por tudo que já sabemos acerca de. Agimos no micro e o resultado, aparece no macro.

Vivemos em sociedade; somos repletos de direitos para com nossas autoridades e para com o próximo, é verdade. Porém, entretanto, todavia, com estas, vem junto seus respectivos deveres. Tudo isso garantido pela Constituição Federal do nosso país e pelas inúmeras (ainda que invisíveis e instintivas) regras de educação e boa convivência, respectivamente.

Minhas decisões acerca de qualquer coisa (por menores que sejam) podem influenciar (positiva ou negativamente) “a” e “na” vida de terceiros. Somos responsáveis, através do tão conhecido livre arbítrio, pelas consequências dos nossos atos. Ou seja, faço o que quero; mas, serei responsável pelo resultado final de tais decisões, sejam elas, boas ou más.

Newton, em sua terceira lei, chamada de “Ação e reação” diz que, se um corpo “A” aplicar uma força sobre um corpo “B” receberá deste uma força de mesma intensidade, mesma direção e de sentido contrário. Aos amantes dos quadrinhos, Tio Ben Parker, avô de Peter Parker (Homem-Aranha), diz algo bem interessante: “Com grandes poderes vem grandes responsabilidades”. E há muita verdade nessas afirmações.

O que precisamos entender acerca de “ato” e “consequência”, é que existem duas coisas distintas que podem explicar isso: semeadura e safra. O que eu colho hoje é sinal do que fora semeado tempos atrás. Se não gostamos do que estamos colhendo, devemos mudar as sementes. O que não quer dizer necessariamente que, de uma hora pra outra, após termos mudado as sementes, já vamos começar a colher os frutos diferentes que desejamos. Somente na próxima safra, virá o resultado dessa “semente trocada”. Quanto antes trocarmos a “semente errada”, mais apressadamente (ou menos tardiamente) vamos colher o que queremos, mediante nosso (agora sim) acertado plantio. Trocando em miúdos: Eu colho EXATAMENTE aquilo que planto.

Portanto, uma boa semeadura pra você. Em tempos, aproveite e plante amor. A colheita vai muito além do que se possa imaginar.

seta

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