Ah, o amor…

Ah, o amor…

…que, como uma flor, espera a hora certa pra desabrochar.

E num despertar, tudo pode mudar.

O que era calmaria passa a agitar; agitar por dentro sabe?

Como “borboletas na barriga”, rs.

Na verdade, a “variedade” pode até alimentar a vaidade.

Vaidade de ter sempre alguém por perto, alguém (ou “alguéns”) desejando, cobiçando.

E desde quando quantidade é qualidade?

E desde quando sorriso é sinal de felicidade?

E desde quando “curtidas” é sinal de cumplicidade quando se precisa?

E desde quando dinheiro ou beleza é sinal de caráter?

Se souber, me diga, por favor.

Colecionar corações não é legal; na verdade, faz mal, é letal.

Nosso amigo Salomão há muito tempo atrás já dizia isso (Ct 8:4).

Mas, o que é real, permanece, cresce e se mantém.

Ainda que apareça alguém, não quer ninguém ou ser de ninguém.

Porque espera pela flor.

Porque espera pelo amor.

Porque não quer mais dor.

Ela sonha!

Sim, ela ainda sonha.

Um dia, ela vai acordar bem cedo, quando todos estiverem dormindo e olhará sua família na cama; marido abraçado com seu filho (a) como se fossem um só.

Nesse dia, ela dirá: “Eh, Deus…Como valeu à pena fazer Tua vontade (1 Ts 4:3-8) e trocar as migalhas que o mundo me dava, por um banquete com a minha família; valeu a pena!!”

E ele, não deixando por menos, também sonha.

Levar as crianças no colégio, no parque, no futebol, no balé ou simplesmente no tapete da sala.

No trabalho, não vê a hora de voltar pra casa, beijar sua esposa, seus filhos, seu cachorro.

Então também pensará: “E eu que pensei que vida de casado eram correntes; não mesmo. Com a mulher que é um presente (Pv 18:22), é a liberdade de ser feliz, todos os dias, apesar dos problemas. É viver os sonhos que o Senhor sonhou pra mim.”

Então, eles, mesmo que ainda não se conheçam, já são um do outro; esperando apenas e tão somente que sejam apresentados por Deus!!

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Elmo do Couto de Oliveira