Alicerce


Existe uma expressão ou ditado popular muito conhecido que diz: “saco vazio não para em pé”. Este se refere ao fato de que, sem alimento, a pessoa não consegue suportar a carga do dia a dia. Na verdade, faz uma simples analogia a um saco qualquer que, sem conteúdo, não se sustenta sozinho.

Se formos pensar numa casa, num prédio ou numa outra construção qualquer vamos perceber que as bases, os alicerces, as fundações, as estruturas, os pilares não são somente importantes, mas, fundamentais para o sucesso do empreendimento.

Quanto maiores e mais importantes as edificações, mais fortes devem ser suas estruturas. Há de se investir em bons materiais, bons profissionais, bons métodos e ferramentas para utilização do mesmo e um bom tempo para sua realização. Uma vez que se economiza no material para edificação dos alicerces, este se torna frágil; sem pessoas capacitadas para realização do projeto, a experiência pode fazer falta e o amadorismo levar a ruina; abrindo mão dos perfeitos métodos e das ferramentas específicas, todo trabalho se torna árduo demais; e o que é feito com pressa, no futuro pode custar muito caro; preço que talvez, você não possa pagar.

Quando imaginamos um muro, vamos observar que existe um instrumento chamado prumo. O prumo é um instrumento para detectar ou conferir a vertical do lugar e elevar o ponto. Ou seja, é ele quem dá o alinhamento necessário para que o muro seja edificado retamente e não suba torto, ocasionando sua queda num futuro próximo (Amós 7:7,8). Então, podemos concluir que a preparação é tão essencial quando a conclusão.

Penso que em nossa vida seja idêntica, seja ela na espera moral, física, espiritual, nossos relacionamentos, e por aí vai… Hoje na correria, muitos de nós (ainda que vez ou outra, ainda que disfarçadamente, ainda que “só um cadinho”) tendemos a pular etapas, processos, leis, estatutos, procedimentos, ordens. Mas, são os princípios que nos fazem burlar todos os outros. E os perfeitos princípios são (lógico) os de Deus. Damos nosso jeitinho pra tudo que queremos realizar. Somos especialistas em construções mal feitas, em edificações adulteradas, em decisões que só tem o nome Dele, mas, que em momento algum Lhe foi consultado ou autorizado. Sejam elas porque nossos propósitos não são os que Ele sonhou pra nossa vida, e é doloroso demais não seguirmos em frente com o que queremos; seja porque não nos cercamos de pessoas que vão nos aproximas cada vez mais Dele, ou não suportamos ouvir as verdades que Ele fala através delas e vai contra nossa vontade; seja porque não procuramos em Sua Palavra uma intimidade e fazemos somente o que nos convém (afinal, temos nosso livre arbítrio, né?). Só que uma vez a vida entregue a Cristo, não temos mais livre arbítrio, não temos (e tem muuita gente enganada com isso – 1 Co 7:22,23). Eu não escolho o que Deus quer pra minha vida. Quando eu entendo quem Ele é, não há outro caminho a ser feito a não ser, obedecer. Quanto ao tempo, parece que o nosso relógio está sempre certo e o de Deus, sem bateria, não?

O que nos faz optarmos pelas más construções?

Será a facilidade de querermos receber tudo nas mãos, mastigado e não buscamos ouvi-Lo e seguir os processos?

Será a dificuldade de sabermos esperar o tempo Dele?

Será a facilidade de confiarmos somente em nós, seres detentores de todo saber (pelo menos pensamos)?

Ou será a dificuldade de entender que, toda e qualquer construção é fadada à ruina quando a construímos na areia e não na Rocha?

Pra tudo…há um preço (2 Sm 24:18-25).

seta

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