Amar e ser amado


Há tempos escrevi uma linda história de amor, baseada na minha compreensão de amor e no que a bíblia trata sobre o assunto. O romance fala sobre o amar e ser amado. Neste dia dos namorados deixo aqui um capitulo para que todos possam ler.

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CAPITULO 01
PASSEANDO EM TERRENO LUNAR

Desfrute de uma doce e linda história,
Gustavo Pestana






Olá tudo bem?
Eu me chamo Eduardo.
Eu tenho 34 anos e trabalho como professor.


Nunca conheci uma pessoa que amasse tanto sua profissão como ele. As aulas de Eduardo, não eram simples aulas de física, eram espetáculos para um público de cerca de 40 alunos do ensino médio. Du era uma pessoa que ajudava bastante os alunos. Bem companheiro, meio que psicólogo. Ele parecia declamar as fórmulas de física, tornando quase impossível não absorver aquele conhecimento.

Estava noivo de Mônica, uma ex-aluna sua do curso preparatório para o vestibular. Ela era muito dedicada em seus estudos e gradou-se em história e aos 29 anos estava iniciando o seu doutorado em historia da formação da Austrália, um doutorando pouco conhecido, mas ela amava estudar os fatos históricos, a beleza estava na simplicidade da vida, de modo que um simples pôr-do-sol deixava Mônica feliz. Eduardo sempre a apoiou em todas as suas decisões, por isso, ela determinada foi passar quatro meses na Austrália, para conhecer um pouco mais sobre aquele belo local.
Irei permitir que vocês leiam apenas uma parte de um e-mail que ela mandou para Eduardo.


Du,
Como vão as coisas por ai? E a nova turma no colégio? E seus pais estão bem?
Tudo aqui é muito lindo. Sidney é uma cidade maravilhosa. As praias são as mais lindas que eu já vi, os prédios tocam o céu facilmente. Ah! Mergulhei ontem pela manhã, você precisava estar aqui. Os corais, os peixes, toda a fauna marinha daqui é linda……………..Lembra que um de meus sonhos era mergulhar? Pena que você não pode estar aqui! Mas um dia faremos isso juntos……
Du, você lembra quanto vale o “x” da questão?

x = amo-te!
rsrsr
: **
Com muito carinho, Mônica!



Após quatro meses, Mônica chega de viagem e Eduardo vai até o aeroporto esperá-la. Mônica não imaginava o que poderia acontecer na sua chegada ao Brasil. Exatamente às 16:30H, o avião pousa e o coração de Eduardo parece querer saltar por sua boca. Ele tinha planos secretos para aquela ocasião. Mônica desce do avião, mas não sabe que Eduardo a espera, pois naquele horário ele estaria ministrando aula. No momento que Mônica entra no salão do aeroporto de Congonhas, ela percebe que todas as pessoas se afastaram dela e, ao olhar para o chão, nota que está sobre um coração em cartolina vermelha. Naquele exato momento ela recebe um banho de pétalas de rosas vermelhas e uma voz começa a declamar um poema de Fernando Pessoa, pois Mônica amava os poemas dele:


É fácil trocar as palavras,
Difícil é interpretar os silêncios!
É fácil caminhar lado a lado
,
Difícil é saber como se encontrar!
É fácil beijar o rosto,
Difícil é chegar ao coração!
É fácil apertar as mãos,
Difícil é reter o calor!
É fácil sentir o amor,
Difícil é conter sua torrente!


Quer casar comigo?


O coração de Mônica, estava num ritmo tão acelerado que nenhum instrumento médico poderia acompanhar aquelas batidas. A sua história de vida passou diante de seus olhos, como se ela estivesse num cinema, seus momentos bons e ruins, ela pôde em segundos lembrar de tudo. Então em prantos da mais pura emoção, ela diz:
– Arrebatas-te! – Ouve-se o silêncio no aeroporto, pois todos queriam ouvir a resposta ao pedido de casamento.
– Arrebataste o meu coração com o teu doce jeito de ser. Com tua atenção incomparável, com sua forma de ser sempre presente em todos os momentos difíceis de minha vida. Eu ganhei mais que uma companhia, uma amizade, eu consegui aquilo que eu sempre procurei em meus sonhos. Quando eu pensei que a felicidade existia, nunca imaginei que ela estaria na simplicidade de tuas palavras.

– Eu digo sim!

No dia seguinte começaram os preparativos pra o casamento, o sonho de Mônica. Ela usava o telefone o dia inteiro, estava buscando as informações necessárias sobre casórios, roupas, decorações, cardápio, etc. Ela procurava todas as amigas mais experientes, as que já tinham passado por aquela época de tanta coisa. As sugestões eram muitas, afinal, existem inúmeras opções desses detalhes que fazem a festa ficar linda! Além disso, muitas decisões precisavam ser tomadas. Era necessário escolher a daminha, o porta-Bíblia, a florista, os padrinhos e madrinhas, a cerimonialista, o pastor, os músicos, os convites, e claro, os convidados! Apesar da ajuda dos amigos, era Mônica quem precisava resolver e escolher quase tudo. Ela conversava sobre os preparativos, pedia opiniões à Eduardo, e sempre buscava saber o que ele achava sobre as escolhas dela. Ela ficava feliz quando ele opinava. Eduardo não podia ir à rua apreçar coisas, nem passar o dia em busca de informações. Ele dava aula o dia inteiro. Era tanta coisa que só Mônica sabia! O legal era que o noivo confiava no gosto da sua noiva, e aprovava o que ela já tinha decidido, sempre com muita satisfação.

Passados três meses, acontece algo que seria bem melhor se não tivesse acontecido. Mônica ao ir fazer compras, fica presa num engarrafamento. Passaram 30 minutos e o trânsito continuava parado naquela região. Ela começou a ficar nervosa, e também percebeu uma grande euforia. Pessoas saiam correndo dos seus carros, crianças choravam muito e o pânico era evidente por todo o lado. Quando ela olhou o retrovisor, carros de polícia tentavam passar em meio àquele grande engarrafamento. Estava tudo parado devido à troca de tiros entre policiais e ladrões, que tinham fugido de algumas prisões. Sem entender muito do que ocorria, é atingida por uma bala perdida e fica paraplégica.

Quando Mônica acordou, ela estava no leito de um hospital. Tomou um susto! Ela não conseguia mover os seus pés, nem as suas pernas… Ela ainda não tinha passado pela cirurgia para a retirada da bala. Logo após a cirurgia ele percebe que Eduardo voltou ao leito que ela estava. Ele estava ao seu lado, com uma amiga dela, que também tinha ficado presa no engarrafamento, e pôde socorrer Mônica. Com calma, as perguntas de Mônica foram respondidas. O mais difícil foi explicar que ela estava paraplégica. Eduardo segurou a sua mão, alisou seus cabelos, e com segurança contou tudo pra a sua noiva. Ela chorou muito. Soluçava. Eduardo, muito emocionado também, demonstrou o carinho e o verdadeiro amor dele por ela. Ofereceu o apoio necessário em cada segundo.

A notícia daquele tiroteio logo se espalhou por toda a cidade, todo o estado. Os amigos de Mônica ficaram sabendo, ela recebeu muita atenção, e foi bem acolhida.

– E o casamento? E o sonho de um lar feliz? E agora Eduardo, o que você vai fazer? – Estas são as palavras do pai de Eduardo pra ele um mês após o ocorrido.

Por favor, respire bem fundo agora e antes de seguir na leitura desse texto. Feche os seus olhos. Por favor, faça isso! Respire fundo e continue lendo!

– Pai! – Eduardo coloca as suas mãos sobre os ombros de seu pai e continua falando de forma calma e serena.

– Se algum dia você tiver a oportunidade de contemplar a beleza do sol ao meio dia ou pisar no solo lunar, ou quem sabe passear pelas profundidades dos oceanos, entenderá o que vou te dizer. Mônica é a mulher de minha vida. Quando eu decidi me casar com ela, eu casei com a essência dela, com aquela parte dela que é intocável. Com a porção da vida que o mal jamais destruirá. Com o coração que vibra de alegria, com a beleza dos corais e belezas da Austrália. Não casei com seu estereotipo que o mundo vê. Ela vai ficar velha, e terá até lindas rugas, e alguns pessoas diram “você era tão linda quando nova!” Eles nunca conheceram Mônica de verdade. Você ainda não conhece o sol ainda, pois não conhece a sua essência. A física especula a sua essência, mas devido a sua magnitude astronômica, ele transcende o conhecimento do homem. Eu a amarei sempre pela sua fidelidade e amor para comigo, pelo seu carinho, cuidado e atenção. Nunca me senti tão bem ao lado de uma pessoa como de Mõnica. Ela é semelhante a minha imagem refletida num espelho, tudo nela me trás paz e segurança. Ela ultrapassou a barreira da amizade e tornou-se osso de meus ossos.

Depois de cinco meses de muita luta, e da ajuda de amigos e parentes, acontece o casamento deles. Ela entrou numa linda cadeira de rodas, e ele a esperou no altar como um admirador que contempla o ser mais belo que pôde conhecer.

“Só se vê bem com o coração, o essencial é invisível aos olhos.”

O Pequeno Príncipe

Continua no capitulo 2

Gustavo Pestana
Gustavo Pestana Facebook Twitter Imprimir

Sou natural de Ilhéus-Ba, formado em psicologia e graduando em teologia. Membro da igreja batista da Urbis na minha cidade. Amo escrever e compartilhar o amor d Deus. No momento estou trabalhando com missões urbanas. Também trabalho em dois projetos sociais: Um que com crianças com câncer e um com crianças carentes.

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