Antes só do que mal acompanhada

Olá queridos leitores!

Hoje quero trazer um texto que já trouxe aqui há um tempo atrás, mas nessas mudanças de site, meu texto acabou se perdendo.

Texto para todos aqueles que assim como eu, vão começar mais um ano solteiros.

Antes só do que mal acompanhada

A ideia de escrever com esse tema surgiu há alguns dias, enquanto eu estava trabalhando.

Uma aluna me perguntou:

-Profêee!!!! Você tem namorado????

Respondi: não, não tenho.

-Mas você está ficando com alguém né?

Nessa hora pensei comigo: senta, que lá vem história! ha ha ha

Parei a aula para resumir um pouco do que eu já havia passado. Contei que há dois anos terminei um namoro, mas que tinha sido uma experiência ruim.

Falei fazia mais de dois anos que não namorava, que não beijava.

Nem preciso falar que meus alunos ficaram de queixo caído né :p

Expliquei no que eu acreditava, falei um pouco sobre Deus, sobre a forma como Ele trabalha na minha vida. E olhei pra eles e falei: bom, eu não tenho vergonha de falar isso pra vocês, mas eu sou virgem e quero casar virgem!!

Foi lindo ver algumas das minhas alunas gritando: eu também! Eu quero ser assim! Quero casar virgem!

Falei da minha decisão de não me envolver com ninguém, se não fosse com o objetivo de casar.

Até que um dos meninos fala:

-Mas profe, não é melhor ficar com alguém, sei lá, pra não ficar sozinha??

Foi ai que eu respondi: olha, eu sou da opinião de que “antes só do que mal acompanhada.” Claro que eu quero namorar, mas se não for algo verdadeiro, não vale a pena. Não quero estar com alguém só por carência. E esse, é um dos piores erros que as pessoas cometem, quando começam a namorar. Porque querem alguém para sair da solidão, alguém que lhe dê atenção, carinho… Eu poderia estar namorando se eu quisesse, poderia “pegar” o primeiro que aparece na minha frente, e chamá-lo de namorado, mas isso seria amor? Eu poderia ficar com alguém de vez em quando, para suprir minha carência, mas isso me faria bem? Eu não quero entregar meu coração para alguém, que vai machucá-lo. Eu escolhi não estar namorando nesse momento, porque não quero namorar “o cara errado”.

Falei mais ou menos isso aos meus alunos, explicando a minha decisão de esperar pelo tempo de Deus. Falei que posso fazer as coisas no meu tempo, ou ficar tranquila e deixar que Deus faça as coisas no tempo dEle.

Por isso eu digo “antes só do que mal acompanhada”.

Tá Pati, mas e o que eu tenho a ver com isso?

Se você me perguntar isso, eu vou te responder: Você tem tudo a ver com isso!

Porque, se você é solteiro (a), eu te pergunto: como você tem se comportado em relação a essa situação?

Confesso que por muito tempo reclamei com Deus pelo fato de estar solteira.

“Ah, Deus, tô tão sozinha”

“Eu quero um namorado”

“Todas as minhas amigas tão namorando, casando, e eu aqui sozinha”

bla, bla bla

Foi ai que Deus me disse:

– é preferível que você esteja sozinha, do que com um cara que não vale nada… e aliás dona Patrícia, você não está sozinha nada, EU estou com você!

Deus nos consola em todas as formas. Inclusive, preenchendo esse vazio em relação ao fato de estar solteiro. Se você ainda está solteiro ou solteira, lembre-se disso: esse é o tempo que Deus está moldando você e ele (a). Se vocês não se encontraram ainda, é porque não é o tempo de Deus. Talvez vocês ainda precisam resolver coisas da sua própria vida com Deus.

Ou você prefere ficar com alguém por carência? Que situação hein?

Eu escolhi estar sozinha. Prefiro estar sozinha do que mal acompanhada.

E quando eu ministro para jovens, eu sempre falo isso: “eu poderia estar namorando agora, só para dizer para todo mundo que eu tenho um namorado.. mas será que esse cara seria da vontade de Deus? Eu prefiro estar sozinha com Deus, do que estar namorando alguém que me afasta de Deus. Prefiro estar sozinha do que estar com alguém que me leva à pecar. Prefiro estar sozinha do que estar com alguém que não é da vontade de Deus.”

A decisão é sua.. ninguém pode escolher isso por você!

Com amor

Pati Geiger

Texto original no site Não Morda a Maçã em 31 de agosto de 2010.

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Patrícia Geiger