Aos olhos de quem me vê

Impressionante como nos importamos com a aparência.

Impressionante como nos importamos com “as aparências”.

A primeira se refere à beleza, a estética, com certeza.

Enquanto a segunda, ao que queremos que o outro veja.

Aí, eu lhe pergunto:

O que veem os olhos que te vê?

Será que eles veem o que realmente acham que vê?

Ou você tenta esconder o que quase ninguém vê?

O que veem os olhos que te vê?

A afeição dá lugar à emoção ou

A impressão se deixa levar pelo coração?

E se a visão é nublada pelo ilusão

Faz quem te vê perder a razão?

O que realmente veem os olhos que te vê?

A transparência vem carregada de inocência

Ou seria a realidade alimentada pela maturidade?

Há o que está em oculto, assim longe do tumulto.

Não diria que é fatalidade se um dia a verdade

Não quiser mais como companhia a falsidade

E cobrar exclusividade!

O que veem os olhos que te vê?

O que percebem os olhos quando te recebe?

Uma cópia de você em colorido?

Um 3×4 em preto e branco?

Revelação impressa ao vivo?

Ou uma “carne” em capa de santo?

Certa vez o profeta teve a missão de achar um escolhido

E postos em sua frente sete irmão, homens fortes, bem polidos.

Por sua visão pensou ser aquele finalmente.

“Deve ser este o homem…”, pensou consigo alegremente.

Mas, pra surpresa, sua certeza veio em forma de engano

“Não te impressione com aparência, nem da estatura desse humano.

Eu vejo o que ninguém vê, e este já rejeitei, tenho uma condição:

O homem julga a aparência, mas Eu sondo o coração.”

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Elmo do Couto de Oliveira