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Avanços que retardam

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Os últimos séculos (ou as últimas décadas), talvez, tenha sido o período dos maiores avanços na sociedade, no que diz respeito à ciência, medicina e tecnologia. E é óbvio que esse avanço não para, uma vez que dispusemos não somente de mentes brilhantes em todo o mundo, como também de melhores e maiores recursos em pesquisas que possibilitam essas descobertas.

No campo da ciência, a robótica ganha espaço. Vários avanços foram feitos no que se refere à interface cérebro-máquina, abrindo caminho para ajudar pessoas com deficiências, paralisias ou que sofreram amputações a recuperar os movimentos. Robôs também estão fazendo e otimizando o trabalho antes feito por vários homens. A própria Revolução Industrial outrora deu início a isso.
Na medicina, os antibióticos sendo uma grande arma contra as bactérias; a descoberta do colesterol, que deu novos rumos para o estudo das doenças cardíacas; o estudo do DNA como uma revolução na biologia molecular, tantos outros medicamentos e tratamentos, etc.
E por fim, na tecnologia, a internet certamente é um dos principais marcos da humanidade nesse quesito. Se pararmos e pensarmos em tudo o que a tecnologia já avançou (ferramentas básicas, vidro, roda, sistema de esgoto, bússola magnética, óculos, pólvora, relógio, telescópio, prensa, baterias, fotografia, lâmpada, plástico, telefone, televisão, comunicação sem fio, radar, cartão de crédito, satélites, etc.), atualmente é muito difícil pensar em uma vida sem essa tecnologia revolucionária. Ai que me vem as redes sociais e causam não somente uma aproximação entre as pessoas de longe, como um perigoso e triste afastamento das pessoas de perto.

Sim, já sabemos dos males sociais, psicológicos, comportamentais (dentre outros) desta geração que se chama: “a de hoje”. Sabemos de suas carências, infantilidades, depressões, dependência emocionais, imaturidades, afastamento de Deus (o que, aliás, ainda que com todos esses avanços NÃO PERDEU O CONTROLE DE NADA), orfandades, desejo de aparecer, desejo de ser aceito, desejo de mostrar que está bem (quando na verdade, nem tanto quanto parece e mostra), e por aí vai.

Algumas pessoas usam as tais redes sociais como verdadeiros medicamentos pra uma doença que elas, às vezes, nem sabe que tem. Sabe aquela dorzinha de cabeça que aparece de tempos em tempos, que vem e vai à mesma velocidade, que tomamos um comprimidinho e logo desaparece, que após melhorar não buscamos saber sua origem e razão, e tá ela de volta novamente?
Pois bem, da mesma forma que o que diferencia o remédio que cura, do veneno que mata é a sua dosagem e, principalmente, O PROPÓSITO ao qual se está utilizando, essas tecnologias (que são uma benção, de verdade) podem aprisionar e tornar dependentes quem delas faz mau uso.

Assim como Deus deu sabedoria ao homem para o advento de todas essas maravilhas que facilitam nossa vida, também deu a sabedoria da comunicação verbal (digo, olho no olho), da companhia, do abraço, do toque, do afago, do tempo de qualidade a quem de nós está precisando, do “ao vivo e a cores”, e, sobretudo, da companhia com Ele…à sós; jamais se esqueça desse detalhe. Mas, também não adianta somente estar perto se, quando perto está, mais distante se parece.

Certamente, o que mais precisamos é que, com o mesmo dedo que postamos, curtimos, comentamos e compartilhamos nossa vida e a de outrem, apontemos prioritariamente pra nós mesmos e digamos ao Pai: “Cuida da minha vida”. A partir dai, não mais nos importaremos com a aprovação de alguém ou tentar ser aquilo que não somos pela telinha.