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Buscas tolas ou encontro perfeito?

Andando pelas ruas da cidade, percebe-se um estranho fenômeno nas pessoas: pressa, muita pressa. Parecem que estão todas atrasadas pra mesma reunião. Quase sempre com os olhos e atenção grudados nos seus telefones celulares, desligando-se do mundo ao redor, porém, a pressa lhes acompanha. Mas, se prestarmos uma atenção mais minuciosa (nas ruas como disse e também, sobretudo, nas relações) constatamos pessoas a procura de algo.

É sobremodo raro ver pessoas completamente satisfeitas. Satisfeitas com a sua vida profissional, sentimental/afetiva, familiar, financeira, relacional, etc; sempre falta um “algo”. Entendo lógico, que devemos procurar sempre crescermos como indivíduos (e tudo que isso envolve), bem como, não estagnarmos na mediocridade. Percebam, não confundam “satisfação plena”, sendo sinônimo de procrastinação em não buscar “avançar”.

Penso que vivemos numa “Era Google”. Não falo do navegador de busca da rede mundial de computadores. Refiro-me a pessoas que sempre estão em busca de algo que “lhe falta” (na concepção delas, diga-se de passagem). Sua satisfação estar em ter. E isso não se restringe a coisas e sim, sensações que certo algo lhes proporciona. Buscas que lhe fazem “correr numa esteira”: corre, corre e não sai do lugar.

Busca por oportunidades de emprego, crescimento profissional, um amor verdadeiro, seus direitos, justiça, conhecimento (Pv 1:7), sabedoria (Sl 111:10) são buscas saudáveis. Por sua vez, uns procuram confusão/briga desnecessária, voltar no erro, procurar correr atrás de quem te fez mal – e não pra liberar perdão, mas, pra ter “relacionamento” outra vez com seus algozes; o consumismo desenfreado, as FALSAS sensações de liberdade, busca que a outra pessoa lhe faça feliz (aprenda: NINGUÉM tem esse poder, se você não for feliz e completa em Deus), etc.; buscas tolas que não vão te fazer crescer, muito pelo contrário.

Quem não gosta de achar algo que havia perdido, não é mesmo?
Pois bem, uma pergunta se faz necessário: o que você (ou nós) está procurando é realmente o que se precisa ou o que se quer?
Pode ter certeza que nem tudo o que se encontra é o que nos faz bem. Então, não basta apenas achar, e sim, achar o correto. Só que quando sua percepção de satisfação está míope, o “correto” pode não ser bem o que se pensa.
Às vezes o segredo dos “encontros” (não estou falando de relacionamentos, ok?) não está nem em achar e sim o quanto você amadurece no processo de busca.

Se a esperança do resultado da sua busca se resume em pessoas, coisas ou sensações, ainda que um grande tesouro encontre, continuará miserável (1 Co 15:19 / Mt 6:27 / Is 55:1-3; 64:4).