Caminhos

O caminhar de alguém, diz muito acerca daquela pessoa. Se pisa torto, se tem passos apressados, se manca, se anda morosamente, se vive correndo, se nem ainda os usa (apenas engatinha), se tem pisadas fortes, se anda na ponta dos pés, se rebola ao caminhar, se anda falante, calada, reflexiva, pensativa ou distraída, se anda acompanhada ou apenas só; inclusive, se está numa muleta ou cadeira de rodas…todas, mostram por onde temos andado; e se ficarmos bem atentos, pode mostrar-nos bem mais do que apenas pegadas. Dependendo do terreno em que estiver, há um calçado adequado para este (ou até descalços). Há uma maneira de caminhar, uma cadência específica a ser seguida. Dependendo da estação do ano e da sua condição física, tudo pode mudar. Você tende a se adaptar as circunstâncias daquele clima, ambiente, lugar.

Mas, tenho percebido que, muito mais do que o terreno, o clima ou o ambiente, é a escolha do caminho que determina nossos passos. É a exata decisão de irmos pra frente, recuarmos, tomarmos a direita, à esquerda ou até ficarmos parados, que fará a diferença; só não se engane: quando não sabemos pra onde vamos, até parados estamos perdidos. E nesse sentido, nossas ações, decisões, intenções, motivações, sentimentos serão diretamente afetados.

Nesse caminho, encontramos pessoas e, de um modo ou de outro, passamos a fazer parte de suas vidas (direta ou indiretamente). Aprendemos seus hábitos, costumes, qualidades, defeitos, ensinamos e aprendemos, erramos e acertamos com as mesmas. Temos a opção de lhes acrescentarmos algo novo, diferente, extraordinário (e sendo usados para isso), ou apenas subtrairmos destas. Aí, também, mostra quem nós verdadeiramente somos: acrescentadores ou sugadores.

Também deletamos pessoas; as excluímos de nossas vidas. Se estas nos fazem piores do que já naturalmente somos (creia, sem Jesus 24h por dia em nós, TODOS somos piores), é necessária essa exclusão. Se as excluímos apenas porque divergem do que pensamos, então o problema está em nós. Invariavelmente, TODAS precisam de nossas orações.

No caminho escolhido, terá momentos em que precisamos voltar pra ajudar pessoas. Precisamos estar disponíveis para tratarmos, cuidarmos, aconselharmos, sermos canais de curas (do corpo, da alma, do espírito) para essas pessoas. Terá momentos em que por elas seremos igualmente tratados, cuidados, aconselhados, e estas, serão também canais de cura para nós.

No caminho, escutaremos vozes; muitas na verdade. Tratam-se de ruídos. Eles são capazes de nos tirar do foco “Da Voz”, da Direção, da Bússola, do Caminho…o único e perfeito Caminho (Pv 14:12). “Alguém” certa vez disse ser “O Caminho, a Verdade e a Vida”, e que NINGUÉM iria a Deus se não fosse através Dele (Jo 14:6). Portanto, trilhar o melhor caminho não é sorte, é decisão.

Mas, se já sabemos qual é o melhor Caminho, por que nos aventuramos em atalhos, trilhas, brechas? Por que temos a mania de cortarmos caminho? De tentarmos facilitar a chegada? Por que quando o perfeito Caminho fica espinhoso, estreito, duro, áspero, cansativo, demorado, doloroso, tentamos por vezes, ajusta-Lo ao que queremos e não passamos pelo processo da caminhada? Por que?

No caminhar, em cada situação existe uma placa chamada Espírito Santo; ela serve como placas de sinalização. Porém, quem tem o poder de virar o volante, mudar a direção, somos nós. Que não esperemos bater num muro, cair no precipício ou levarmos um tombo (que pode ser fatal) pra enxergarmos isso…

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Elmo do Couto de Oliveira