Cinzas


Da faísca às labaredas no ar, material inflamável presente, calor escaldante e tudo proposto é consumido pelo fogo. O resto? Cinzas, apenas cinzas.
Cartas sobre cartas, muito tempo gasto, paciência na construção e eis que o castelo está de pé. Uma pequena brisa e…ruínas, apenas ruínas.
Festa animada, altas horas, sorrisos largos, bebida liberada, corpos expostos num sensual e inebriante bailar. O resto? Solidão, apenas solidão.

De todo fogo que consome algo, haverá sempre cinzas. De todo castelo mal edificado, haverá sempre ruínas. De toda festa (por mais perfeita que pareça) haverá sempre um coração solitário, ainda que acompanhado.
A pergunta que fica é: disso tudo, qual material foi queimado, derrubado ou os falsos sorrisos que os produziram, respectivamente?

E o dia amanhece, as luzes se apagam, a maquiagem é retirada (às vezes até borrada pelas lágrimas), a “carruagem vira abóbora” e tudo volta como era. Fim de festa, ressaca, o dia seguinte, o “depois do leite derramado” não trará de volta o passageiro deleite do MOMENTO; e ainda que traga numa outra oportunidade, não passará de, apenas e tão somente, MOMENTO. Sorrisos com prazo de validade.
Princípios divinos quebrados, normas e estatutos pré-redefinidos, moral e bons costumes relativizados, degradação do “ser” pelo “ter”, do “humano” se tornando “animal insaciável”. A coleira? Ah, isso deixou de ser um objeto no animal e passou a ser um artigo em alguns muitos de nós, colocados num momento oportuno. Invisível, mas, presente. Por vezes imperceptível, mas, presente. Por um lado, os que não conhecem o Caminho, o bom caminho, tá tudo liberado. Afinal, “a vida é minha e com ela, faço o que quero!”. Do outro, os que (supostamente) “conhecem”, a linha que separa a religiosidade do “nada a ver”, cada vez mais fina, faz com que nos tornemos fantoches mal acabados de nós mesmos. Os religiosos julgam sem poder. Os liberais (mesmo os eclesiásticos) não encontram por si só, limites.
De certo que Cristo, o Jesus Deus, caminhou entre nós, andou com os piores, rejeitou os religiosos, comeu com os pecadores e os ensinou a serem melhores do que o viam (tanto os outros como eles mesmos), porém, NÃO abriu mão de princípios impostos, declarados, revelados e a nós entregues pelo Pai, para que essa transformação acontecesse; e é exatamente nisso que essa coleira nos ilude, fazendo com que ignoremos tais verdades. Amou (e ama) a todos, no entanto, não se adequou ao sistema corrupto deste mundo; muito pelo contrário. Revelou Seu Reino aqui.

Não ser juiz dos princípios divinos (esse papel já tem Dono e está muuuito bem representado… Tg 4.12/ Jo 12:47,48/ Rm 2:13) está direta e paralelamente lidado à, igualmente, ser espelho do que, em nós, é refletido.

Mas, se somente Deus, o Ser Supremo e TODO poderoso, pode nos julgar e não os homens (e isso é uma verdade), não seria motivo suficiente de um temor ainda maior?
E a quarta-feira vem e traz bem mais que lembranças. Traz as cinzas do “eu posso”. Que ela igualmente traga as cinzas de um verdadeiro arrependimento…dia a dia…até a volta do Rei.

seta

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