Criados para a plenitude

Quando a unidade orgânica entre crença e comportamento é prejudicada, passamos a viver muito abaixo do medíocre, totalmente incapazes de viver a plenitude para a qual fomos criados. Entenda isso: você foi criado para a plenitude. Mas, intencionalmente ou não, somos sempre impelidos a acreditar demais em nossa justiça, tendendo a falar do que não fazemos. Não sei o que passa em nossa cabeça… Será algo que nos faz acreditar que somos extremamente justos e que os outros estão errados sempre? Não sei. Só sei que é fato que sempre acreditamos muito em nossa justiça. E muitas vezes falamos muito mais da nossa justiça do que a mostramos com nossas ações. E essa é a grande armadilha. O comportamento justo é a qualidade sine qua non de quem vive plenamente, não o falatório vazio.
Esse falar sem agir é terrível. Tem um poder destrutivo. Deve haver uma unidade entre sua crença e seu comportamento para que sua vida seja poderosa. Você pensa que é fácil? Nem um pouco. É um desafio todo santo dia. Muitas vezes vamos falhar. Mas para esses momentos, Deus nos oferece o recomeço. Para as mágoas, o perdão. Para o choro, Sua presença curadora. Misericórdia novinha em folha assim que o sol raiar.
Não me entenda mal, não há problema algum em falar. Falar é necessário! O problema é o falatório vazio. As palavras têm um poder incrível que subestimamos quase sempre. Quando elas vêm acompanhadas da atitude, algo maravilhoso acontece – uma revolução. Quando começarmos a colocar em prática tudo que acreditamos, o poder das nossas ações vai curar o mundo doente em que estamos. Todos podem falar, mas agir é inerente a quem realmente comprou a causa, de corpo e alma. Minha maior inspiração sempre foi e sempre vai ser, acima de qualquer mártir ou pensador, Jesus, que viveu por uma causa e morreu por ela. Um amor tão intenso que dividiu a história da humanidade em antes e depois.
Mas aí você me pergunta: “se é tão difícil viver essa união entre crença e comportamento para aí sim viver a plenitude, por que eu deveria me arriscar? Existem caminhos mais fáceis para viver intensamente.” Verdade número 1: nada que é bom é fácil de conquistar. Desconfie dos atalhos. Esse tipo de vida intensa é irreal. Estou falando de uma plenitude em todas as esferas da vida, não só na social ou financeira. Respondendo a sua pergunta, você deveria se arriscar porque esse é o risco que mais vale a pena nesse mundo. E, bem lá no fundo, por mais desafios que você enfrente, eles não serão em vão. Todos eles esculpem a estrutura que você precisa ter para viver uma vida plena. Um dia, você vai olhar pra trás e vai rir deles. Isso não significa que eles acabaram, mas que você está pronto para crescer sem tirar os pés do chão.
Há uma plenitude! Há algo maior para viver! Há um propósito para o qual fomos criados! E eu desesperadamente acredito em uma geração disposta a abrir mão do que for preciso para abalar a história do mundo começando das coisas mais pequenas… Não se muda a história do mundo sem primeiro mudar a história das pessoas. Porque o mundo é gente e gente é história!
E como diria Edward Everett Hale: “Sou apenas um, mas ainda sou um. Não posso fazer tudo, mas posso fazer alguma coisa, e porque não posso fazer tudo, não me recusarei a fazer algo que possa fazer.”

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Sâmela Ribeiro

Uma quase engenheira civil que ama café, viagens, gatos, violão, Netflix, gente e Jesus - não necessariamente nessa ordem.