Eu não te amo como mulher, só como amiga (Post especial para as mulheres)

Hoje eu quero falar especialmente com as mulheres, quero falar sobre algo que já passei e sei que muitas amigas já passaram também. Talvez, você se identifique com esse post.
Quero falar sobre essa frase ai do título.

Se tem uma coisa que dói, é ouvir essa frase.

Provavelmente você já passou por isso, ou algo parecido.

“O problema não é você, sou eu”.

Mas na minha cabeça, você não quer mais ficar comigo, o problema sou eu sim.

Se você não me ama como mulher, só como amiga, qual é o problema comigo? O que te de errado comigo?

Sou legal demais e mulher de menos?

Eu acreditava que precisava ser sexy, para parecer mulher. Eu acreditava que precisava mudar, precisava ser o que as revistas dizem que é ser mulher, ou “mulherão”. Precisava ser mais bonita, mais magra, mais arrumada; precisava ser mais sensual, saber como conquistar um homem.

Acredite, eu já ouvi essa frase não apenas uma vez, mas no mínimo, umas quatro.
Você não pode nem imaginar o que ouvir essas palavras fez comigo.

Me destruiu. Me quebrou. Acabou com a minha auto-estima. Chorei muito e quis desistir de tudo.

Por muito tempo, eu tive problemas com essa tal de auto-estima.

Me achava feia demais, gorda demais, alta demais, chata demais.

Teve uma fase que eu mal tinha vontade de me arrumar.

Odiava passar batom, odiava pintar a unha, odiava me vestir bem e não via necessidades nessas coisas.

Não via necessidade de ser feminina, porque, por mais que eu tentasse parecer bonita, no fundo eu sabia que eu não era.

No fundo eu sabia que não podia ser mulher para um homem e eles sempre me veriam como amiga.

Parei de me apaixonar, parei de acreditar no amor, parei de ser quem Deus me criou para ser.

Fui para uma escola de missões (Jocum) e nos primeiros dias, só usava camiseta de futebol, calça ou bermuda. Não usava maquiagem, não tinha vontade de me arrumar, enfim, não era feminina. Até porque eu pensava que estava lá para servir a Deus, não para ser bonita para alguém.

Um dia, a minha líder me questionou o porquê de eu não ser mais feminina. Eu respondi que não via necessidade. Mas no fundo, eu não deixei de ser feminina por vontade, eu deixei de ser feminina porque estava muito machucada. Achava que feminilidade era só pára atrair olhares dos homens e para tentar conquistar alguém. Se eles só me viam como amiga, por que eu me daria ao trabalho de ao menos tentar?

Nessa conversa, a minha líder disse que eu não tinha que agradar homem nenhum, mas que conforme a Bíblia, eu sou templo do Espírito Santo e sendo assim, eu deveria cuidar desse templo. Que Deus não me criou para agradar homem nenhum, Deus me criou para eu agradá-Lo e isso envolve agradá-Lo com o que Ele me criou para ser, mulher. Depois dessa conversa, eu comecei a estudar mais o papel da mulher perante a Bíblia e fui entendo que eu sou uma princesa, e deveria me comportar como uma. Não essas princesas dos contos de fadas, mas como a filha do Rei dos Reis. E agradar ao meu Pai, passou a ser meu objetivo.

Numa dinâmica realizada num desses dias em missões, eu entendi que eu ouvia a voz das pessoas e dava mais valor à elas, do que à voz de Deus. Que toda vez que um homem que eu gostava me falava que não me amava como mulher, eu deixava que ele ditasse o meu valor, em vez de ouvir o que Deus me dizia sobre o meu valor.

Eu sempre esperei alguém que me amasse, quando na verdade, nem eu me amava. Todas as coisas que eu já ouvi fizeram com que eu mesma não me amasse e me conformasse com a situação.

E depois de alguns anos aprendendo sobre como ser mulher, como ser feminina, hoje posso dizer que não preciso que ninguém me ame como mulher. Eu me amo como mulher. Deus me ama como mulher.

Aprendi a ignorar a voz daqueles que só queriam me rebaixar e aprendi a ouvir a voz da Verdade. A voz de Quem me criou. Deus é o único que pode dizer quem eu sou.

Por isso, hoje eu amo usar maquiagem, batom, amo pintar a unha, amo comprar roupas, arrumar o cabelo, amo me olhar no espelho. Eu amo a mulher que eu me tornei. E eu amo me arrumar para mim mesma, fazer todas essas coisas por mim. Não uso maquiagem para atrair olhares, uso porque gosto de usar. Não me arrumo para agradar alguém, me arrumo porque nesse dia estou com vontade de me arrumar. E também, não me importo em sair de casa sem maquiagem ou sem me arrumar, porque tem dias que nós não temos vontade de nada disso; o que realmente importa é o que está em nosso coração.

“O Senhor não vê como o homem: o homem vê a aparência, mas o Senhor vê o coração”.
Samuel 16:7

Hoje eu me amo como mulher e como amiga. Para os homens que já me falaram essa frase to título, não guardo nenhuma mágoa. Pelo contrário, sou grata, porque eu nunca teria aprendido a me amar, se não fossem essas palavras. Eu nunca teria aprendido o meu valor e principalmente, eu nunca teria entendido o meu valor perante Deus.

Hoje eu sei o meu valor perante Deus, aprendi a ouvir apenas a voz dEle e aprendi que estar solteira é melhor do que estar com alguém que não é a vontade de Deus. Hoje eu entendo que eu não preciso de um homem para ser feliz, para me falar o meu valor, pois tudo isso, eu encontrei em Deus e em Sua Palavra.

Para todas as mulheres que já ouviram essa frase e ainda lutam com a sua auto-estima: saiba que quem diz o seu valor não é um homem, uma revista, um programa de TV, um site, a mídia. Não deixe que a sociedade te coloque rótulos, você não é um produto à venda. Deus não te deu um rótulo, Deus te deu uma identidade, a de filha Dele. Então, deixe que Ele diga o seu valor. Deixe que o amor Dele através do sangue de Jesus na cruz, diga o seu valor. Diga quem você é.

“A beleza é enganosa, e a formosura é passageira; mas a mulher que teme ao Senhor será elogiada.” Provérbios 31:30

“Não procure ficar bonita usando enfeites, penteados exagerados, jóias ou vestidos caros. Pelo contrário, a beleza de você deve estar no coração, pois ela não se perde; ela é a beleza de um espírito calmo e delicado, que tem muito valor para Deus.” I Pedro 3-3 e 4

Com amor

Pati Geiger

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