Falando mentiras…dizendo verdades


“Bons tempos aqueles…” (dizem os mais saudosos), em que a palavra empenhada era como uma assinatura. A honra de se dar o próprio nome como garantia de fidelidade no que fora falado, era comum. Acordos eram sacramentados, tratados selados, compromissos firmados, sem a mínima necessidade de uma gota de tinta se quer, tocar no papel. O chamado “acordo firmado no fio do bigode”, era muito mais que uma simples expressão, era sinal de respeito com o próprio nome e com o próximo. E quem ousasse descumprir, era o nome da família quem seria manchado. Havia respeito entre as partes, diria.

Mas, eis que o tempo vai passando, as pessoas vão mudando, e com elas, a sociedade. Valores (ou melhor, a apreciação e cumprimento do mesmo), costumes, regras, abordagens, leis, estatutos, regimentos, clausulas, pensamentos (e por que não, sentimentos, igualmente) vão mudando, se transformando, se deteriorando e/ou evoluindo (ou não; ou não mesmo!). Vale deixar bem claro que, a ÚNICA coisa que não altera, pois, é PERFEITA, é a Palavra de Deus.

Estive pensando, como a nossa boca é poderosa. Ela abençoa, amaldiçoa, acusa, defende, mente, come, orienta, beija, xinga, aconselha, sussurra, grita, berra, se cala quando deve falar, fala quando deve se calar, elogia, e mais uma infinita gama de coisas…boas e más.

Então, qual o seu limite? E a sua fonte? Do que ela se alimenta? (e não estou aqui me referindo no quesito alimento/comida).

A Palavra de Deus diz: “Pois a boca fala do que está cheio o coração.” (Mt 12:34b); e já abordamos numa outra oportunidade, que nosso coração é corrupto. Sendo assim, podemos concordar que no coração começa toda a fonte, certo? E nessa perspectiva, quanto mais “limpo” ele estiver, melhores coisas sairão; ao passo que quando mais “sujo”, o inverso (Mt 12:37).

Então, qual seria a diferença, do que se fala para o que se sente?

Quem nunca ouviu a expressão ou nunca falou “…da boca pra fora”?

Será que os “graças a Deus!”, “Deus me livre!”, “ai, meu Deus!”, “se Deus quiser!”, “foi sem querer”, “eu te amo”, são de fato o que está no coração ou viraram, apenas e tão somente (para alguns), mantras proferidos e usados como vírgulas nas frases em momentos específicos e oportunos?

“No princípio, Deus criou…”

Disse Deus: ‘Haja…, e houve…”

Perceba que a palavra proferida por Deus tinha (e tem, e sempre terá) validade, ação, atuação. Tudo o que Ele falava, acontecia (e acontece, e acontecerá). Isso porque Ele sabe quem é; conhece a Sua identidade, o Seu caráter. Não há ambiguidade no que Ele diz.

Deus Pai, não falava “da boca pra fora” aos Seus profetas. Quando viveu entre nós, Deus Filho também não. E hoje, o Deus Espírito Santo que habita em homens e mulheres por todo o planeta, nos direciona a não somente falar a verdade, como viver a verdade, fazer acontecer a verdade na vida das pessoas, tudo isso, através da Verdade (Jesus).

Os pilares que sustentam o trono de Deus são os Seus atributos (misericórdia, justiça, santidade e glória). Diferente de qualidades. Qualidades, são extensões dos atributos; homens têm qualidades; Deus tem atributos. Então, nesse sentido, nossa missão, nada mais é do que fazer com que as nossas qualidades sejam moldadas pelos atributos do Pai, e, dessa forma, o que falamos passa a ter igualmente validade em forma de ação…em nós, no próximo e, consequentemente, na intimidade com Ele.

seta

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