Felicidade. A cidade móvel!


Hoje pela manhã, o carteiro me trouxe uma carta com lindas palavras. Tão lindas e profundas que me fizeram sorrir. Não me foi permitido compartilhar o conteúdo, pelo autor da carta, este apenas permitiu informar a sua origem.

Felicidade, a cidade móvel. Este era o remetente da carta. Eu jamais imaginaria que este local existisse aqui na terra. Imagine alguém escrevendo:

De: João de Itabuna

Para: Julia de Felicidade

Como o carteiro encontraria este local, se está cidade é móvel?

 

Vou explicar tudo! Meu nome é Juliana. Sempre recebi cartas deste local, e por isso tinha todos os dias um sorriso estampado no rosto, pois este refletia o conteúdo das cartas que eu sempre recebia. Algumas pessoas não entendiam, e jamais entenderiam o motivo de ser tão feliz. Se eu dissesse que eram as cartas de felicidade, que adulto acreditaria? E quando eu lhe falasse como a mensagem chega, nenhum adulto acreditaria.

Certa vez, fui tentar explicar tal motivo pra um adulto, que conversava sobre as contas a pagar, sobre o dia de amanhã. Eu não sabia lhe explicar direito, só sabia sentir a alegria que vinha de felicidade. Senhor! Bom dia! Você sabia que o arco-íris no céu é um dos sinais que a chuva foi embora? – eu disse para o homem que tinha contas na mão e resmungava na sala de minha casa. Este prontamente respondeu – Pra que isso me serve menina, se o que eu preciso é de dinheiro pra pagar minhas contas? Se ele não compreendia a beleza do arco-íris, fato que pode ser usado como uma metáfora de um sinal que o problema chegará ao fim, eu jamais poderia lhe revelar a beleza da carta!

Esses dias, já adulta, lembrei das cartas que recebi e fui procurar. Não encontrei.

Decidi observar umas crianças que brincavam na rua e, para o meu espanto, elas estavam brincando da mesma forma que eu brincava aos 7 anos. Algo me deixou espantada. Uma das crianças, minha filha Ana, ao tomar banho de chuva, abria os braços e corria de tal forma, que parecia estar em outra cidade. GENTE! Aquela criança era de felicidade! Ela estava na cidade da alegria. Eu desesperadamente corria em direção de minha filha, que ao me ver, parou, naquele instante ela parou de brincar com as outras crianças. O que é mãe? Ela dizia. Os seus olhos refletiam o brilho mais belo e sublime que eu já vi em toda a minha vida. Ana refletia com seu doce jeito de ser. a felicidade que todos os dias lhe era oferecida por Deus, como presente para a sua vida. Ela estava aproveitando a beleza que existia nas coisas simples, como um simples brincar na chuva ou fazer bolinhas de sabão.

Ao lermos esta história, percebemos que a felicidade não é um local, mas uma forma de ver e viver a vida. Todos os dias “recebemos” cartas dessa cidade móvel. Você pode não perceber, mas existem inúmeros “funcionários”, da empresa de correios de FELICIDADE. Alguns deles são os pássaros, a chuva que cai sobre Indy, ou até mesmo nascer do sol.

Um dia olhe os adultos e os analise, e depois olhe as crianças e faço o mesmo. E responda a seguinte pergunta: Quem demonstra ser mais feliz?

Os adultos acreditam que serão felizes ao terem carros, casas, fazendas, dinheiro e tantas outras coisas, e quando conseguem atingir estas metas, normalmente se distanciam de FELICIDADE. A felicidade depende do olhar do expectador.

 

A felicidade só pode existir, se você permitir que ele aconteça, pois inúmeras pesquisas demonstram que a felicidade está diretamente relacionada a maneira de ver e viver a vida.

Gustavo Pestana
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Sou natural de Ilhéus-Ba, formado em psicologia e graduando em teologia. Membro da igreja batista da Urbis na minha cidade. Amo escrever e compartilhar o amor d Deus. No momento estou trabalhando com missões urbanas. Também trabalho em dois projetos sociais: Um que com crianças com câncer e um com crianças carentes.

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