Há de brilhar…

O que temos segurado? O que não temos deixado ir?

O que estamos deixando ficar tempo demais? O que temos soltado, largado, abandonado? O que temos desistido tão facilmente?

O que temos perdido…por descuido, desleixo, descaso, por distração; por achar que sempre estará sob nossa posse; por vontade, a nossa vontade; por não querer lutar mais…?

O que temos achado e possuído…o que não é nosso; nos lugares onde não deveríamos estar; com as pessoas que não deveríamos estar…?

Que força nos falta, que não nos deixa seguirmos em frente?

E essa nossa estranha caminhada de perdas e ganhos, chegadas e partidas, dores e alívios, faz com que percamos vez ou outra, a real noção do tempo. Seguramos quando devemos soltar; soltamos quando deveríamos reter, permanecer. Talvez, seja pela insistente mania de querermos ter o controle das coisas, das pessoas, das situações.

É mais cômodo desistir de algo ou de alguém por preguiça. Sim, preguiça de dar ao outro a melhor versão de você. E isso, não especificamente me referindo à relacionamentos afetivos ou interpessoais; a projetos, a sonhos, a circunstâncias…

O direcionamento, vem antes do planejamento; não ao inverso. Orgulho, falta de perdão, de humildade ou de vergonha na cara mesmo, pra admitir que você não merece passar pelo que está passando. Sobretudo, quando a escolha de mudar de rumo, seja todinha sua.

Por sua vez, é muito fácil abrirmos mão do que não gostamos, do que não nos agrada, do que nos dói, do que nos faz derramar lágrimas. Lágrimas de dores; seja por dentro ou não. Difícil – e pra algumas pessoas, até quase impossível – é deixar ir, sair da nossa posse, nossa rotina, nosso controle; do nosso domínio, o que gostamos, o que massageia nosso ego, o que nos é gostoso, mas, que não seja a hora de possuirmos (ou a forma, quando esta, vai contra os princípios, valores e vontade de Deus).

Mas, de repente, este esteja tomando um lugar em nossa vida que somente Ele, o Senhor deveria ocupar. Por vezes, pessoas, coisas, sentimentos, objetos, circunstâncias, comportamentos, lembranças passadas etc, não deveriam estar no lugar que estão. E em outros casos, ainda que nocivas – e não enxergamos o quanto – certas coisas nos são ocultas aos olhos. Nosso entendimento fica dominado pelas nossas vontades (ou teimosias).

Mas, e quando a palavra “Fim” chega?

E quando o “…e viveram felizes para sempre!” se torna sobremodo utópico?

E quando as letrinhas das etapas da nossa vida vão subindo, indicando um silencioso “The End” ou nos rumando para outro capítulo totalmente diferente deste?

Novas oportunidades (e estas, direcionadas por Deus) não podem pagar o alto preço das cicatrizes passadas. Se os erros serviram de aprendizado para um “não reprise”, o que chega, pode (e deve) indicar que o sol há de brilhar novamente.

Que tenhamos sabedoria e discernimento para enxergarmos (e aceitarmos) isso.

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Elmo do Couto de Oliveira