João 9:25

Aqui estou, depois de procurar por tantas respostas. Eu procurei em tantos lugares. Holofotes, sonhos vazios, ruas barulhentas, pessoas silenciosas. Nada podia preencher o vazio da minha alma. Eu procurei por tantas vozes. Revistas de fofocas, livros de romance, músicas agitadas. Nenhuma pôde falar o que eu precisava ouvir. Foi então que ouvi uma voz única.

Era como se eu conhecesse essa voz desde a fundação do mundo, embora nunca a tivesse ouvido. Era como se ela tivesse encontrado o lugar da sua habitação. Era como se ela tivesse atravessado o mundo, suas vielas, suas avenidas, só pra me encontrar. Era a voz do Criador. Eu fui encontrada, e, então, fui transformada.

Ele não fala de longe, Ele se inclina e chega bem perto, típico de um Deus que tem os céus, mas ainda assim prefere meu coração para morar. Sua voz não é ouvida fora de sua presença. E essa presença não tem lugar como fronteira. Nos mais alto dos céus ou no mais profundo dos abismos, Ele está. Ele estava lá antes que tudo viesse a existência e ele estará quando nada mais existir. Nele tudo converge e tudo encontra seu propósito. Nele, eu me encontro. Na sua presença, na sua voz.

Uma palavra Dele, e tudo se faz. Uma palavra Dele, e tudo se desfaz. Todo começo e fim se apoia em Sua voz. Toda a criação reconhece os seus comandos em um mistério humanamente impossível de desvendar. O universo, do infinito ao infinitesimal, do ser mais complexo ao mais simples, existe por causa dessa voz. Ela ressoa, e todos, absolutamente todos, caem, rosto em terra, maravilhados por sua majestade. Como pode ser que essa mesma voz consiga me encontrar quando nem eu mesma consigo?

 

Eu fui encontrada, e, então, fui transformada.

 

“Uma coisa sei: eu era cego e agora vejo!”

João 9:25

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Sâmela Ribeiro

Uma quase engenheira civil que ama café, viagens, gatos, violão, Netflix, gente e Jesus - não necessariamente nessa ordem.