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Lábios com propósito

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Se existe uma coisa que intriga e possuem muitos significados, isso é o beijo. Do latin basium, beijo é o toque dos lábios em outra pessoa ou objeto.

Na antiguidade, os imperadores permitiam que os nobres mais influentes beijassem seus lábios, e os menos importantes as mãos. Os súditos podiam beijar apenas os pés. Eles tinham três tipos de beijos: o basium, entre conhecidos; o osculum, entre amigos; e o suavium, ou beijo dos amantes.

Biblicamente, o beijo era um costume presente em diversas situações e com significados variados. No círculo familiar era uma forma de carinho e afeto entre os parentes (Gn 31:28), bem como, entre os membros da igreja de Cristo (Rm 16:16). Também era símbolo da adoração e devoção religiosas falsas (1Rs 19:18). Nos relacionamentos entre as pessoas era símbolo de respeito (Êx 4:27; 1 Sm 10:1), saudação (Gn 29:13), lealdade e dignidade (2 Sm 19:39), lamento (Gn 33:4; Rt 1:14). Descreve, inclusive, como expressão da concupiscência e da sedução ao pecado (Pv 7:13). Ele representava também a maior expressão do amor romântico entre os cônjuges (Ct 1:2; 8:1). Beijos nos lábios (Pr 24:26), nas mãos ( 31:27) e/ou nos pés (Lc 7:38-45) seguiam presentes.

No entanto, saber o que é e como se utiliza (das muitas formas), não quer dizer que o utilizará na hora, com a intenção e propósitos corretos.

Ainda hoje, há pessoas que optam por um relacionamento de “corte”. Preferem e sonham em dar o seu primeiro beijo no/a parceiro/a somente no altar, no casamento. Guardam-se não apenas sexualmente, mas, também seus lábios. Outros se guardam apenas sexualmente. Estes, no entanto, devem saber os riscos quanto ao embrasamento quando juntos (a sós) e “livres” para beijar, bem como (e, sobretudo), quanto à defraudação emocional que isso lhes proporcionaria.

Não é novidade pra ninguém que vivemos dias maus, onde regras, valores, costumes, princípios familiares e, principalmente, eternos estão sendo deixados de lado ou totalmente esquecidos/abandonados.
A geração “Carpe diem” traz consigo, um conceito completamente corrompido do que significa viver a vida.

Pra quem não sabe, “Carpe diem” é uma expressão em latim que significa “aproveite o dia”, só que num sentido de “aproveitar ao máximo o agoraapreciar o presente”. O termo foi escrito pelo poeta romano Horácio (65 a.C. – 8 a.C.), no Livro I de “Odes”, em que aconselha a sua amiga Leucone na frase: “…carpe diem, quam minimum credula postero”. Uma tradução possível para a frase seria: “…colha o dia de hoje e confie o mínimo possível no amanhã”.

O significado de Carpe diem é um convite para que se aproveite o tempo presente, usufruindo os momentos intensamente sem pensar muito no que o futuro reserva, ou seja, tudo o que essa geração quer: beijo a vontade e/ou sem compromisso, sexo idem e tudo o que essa (FALSA) liberdade pode lhes proporcionar.

Certa vez houve Alguém que sentiu o pior beijo já dado (Mt 26:48-50). O beijo de um amigo próximo. Amigo este, que com Ele andou por léguas e léguas e com Ele, dividiu o pão, o vinho. Que não somente ouviu seus discursos; não somente viu seu rosto sempre sereno cortando com suas palavras cheias de vida e verdade, mas, também presenciou seus inexplicáveis feitos.

Pois bem, o beijo pode ser um alento, um carinho, uma demonstração de romantismo. Mas, também pode ser uma traição a quem se dá (ou se permite ser dado), quando este não é pelo propósito correto, no tempo adequado, fazendo vítimas pelo caminho. Que esse não seja seu caso…

Creio que antes dos lábios tocarem em algo ou alguém…eles devam tocar no coração do Criador. Só Ele pode os purificar.