Lugar de descanso


Uma das principais coisas que podemos ter é discernimento atrelado à sabedoria. Sim, discernimento acerca de, em que estágio da vida nós estamos, o que nos cerca, aonde vamos chegar mediante a certos caminhos tomados. E a sabedoria para tomarmos as decisões corretas, nos momentos oportunos. E falando em caminho, me vem à mente que nem todo é fácil, nem todo é seguro, nem todo é confiável, nem todo temos a completa visão do mesmo.

Às vezes, só há vazio, sequidão, aridez, escassez, como um deserto por exemplo. E ainda sim, se faz necessário diferenciarmos os desertos.

O caminhar no deserto há de ser feito com paciência e direção. Se você correr no deserto e tiver certa pressa, vai atolar os pés, vai se cansar e se desgastar. Por certo tempo, até consegue mais velocidade, mas, não vai muito longe; não no mesmo ritmo intenso.

Por outro lado, pode até ser que você não corra e sim ande, porém, sem direção. Por mais longe que vá, pode estar indo para o lugar errado e até mais distante de se achar a sua saída ou pra mais longe do oásis. Vem o desgaste juntamente com o peso de toda bagagem de se ter tomado (lá atrás) a errada decisão de não avaliar em que terreno estaria pisando. Logo, não se trata de velocidade, apenas, e sim, direção também.

Mas, é preciso entendermos que o deserto (ou os desertos) em nossa vida, não é um lugar físico, da mesma forma que não são pessoas ao redor; é um ambiente, uma condição, um estágio, uma situação (momentânea ou permanente). É possível também que nem todo deserto seja ruim. Depende tanto do ponto de vista, como igualmente, do já mencionado “discernimento/sabedoria”.

Nós, que temos a espetacular mania, dom, habilidade, destreza, criatividade de nos alto sabotarmos, criamos certos desertos em nossa caminhada. Fazemos, por vezes, isso com gosto; chega dar inveja no outro ao ver quão perfeito somos em nos metermos em inóspitos desertos em nossas vidas. Parece que nascemos exatamente pra aquele fim: nos ferrarmos!

A solução, neste caso? Mudança de atitude, de mentalidade, de trocar de semente (esta última, mencionada no artigo “Em busca da safra perfeita…”).

Há, no entanto, o deserto que nos trás aprendizado, crescimento, maturidade, renovo, ensino, experiência, sabedoria, entendimento, discernimento, humildade. E engana-se quem ache que esse seja mais fácil (ou menor doloroso) que o anterior. Ahaha…muito pelo contrário. Este nos é dado por alguém que nos conhece (até mais que nós mesmos); alguém que não nos quer ver sofrer e nos leva ao deserto pra nos aprimorar e forjar Seu caráter em nós, de modo a sermos cada vez mais parecidos com Ele.

E pra isso, dá-nos exatamente a sequidão, aridez, escassez que o outro, todavia, está presente conosco e mostra-nos como cada passo deve ser dado, Nele; como o afundar dos pés na areia é momentâneo porque logo após vem o outro pé dando sustentação; faz-nos perceber que ainda que não saibamos a direção claramente, se tomarmos “a bússola” correta, encontraremos o perfeito Caminho; mostrar-nos que tão logo entendamos tudo isso, o oásis não será mais miragem ou utopia, porque A Fonte da Vida (Jo 4:14) já está diante de nós.

Para tanto: Obediência e descanso.

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