Mãos


Tão macias e sutis, como cútis de bebê. Calejadas e ásperas, lembrando verdadeiras rochas.

Por vezes leves e delicadas, feito plumas ao ar. Ora pesadas e fortes, como grandes tratores.

Aquelas cansadas, dependentes, laboriosas. Novas, velhas, lisas, enrugadas. Grandes, pequenas, de cores variadas. Maltratadas, bem cuidadas. Amputadas e acrescentadas.

Da sua formação (ainda no ventre materno) à fase adulta ou terceira idade, nossas mãos passam por diversas mudanças. E não me refiro apenas e tão somente ao tamanho ou aspecto das mesmas; falo da sua importância. Muito além da sua utilização, sobretudo, do que estamos transmitindo quando a utilizamos.

É certo que o Criador as fez perfeitas. E tirando as exceções (que não trataremos aqui), todos nós as temos muito bem definidas. Se faz necessário, igualmente, sabermos que estamos nas, Daquele que tem absolutamente tudo em Suas palmas. Eu disse TUDO! Acontece que Este, nos dá algo chamado “livre arbítrio”; como um: “Façam com elas, o que lhes aprouver”; ainda que Ele já tenha nos dado “O manual” (Pv 1:1-7/I Co 6:12).

Mãos de controle, domínio, posse, “poder”. Mãos de decisão, precisão, ordem.

Umas que barram sem ao menos saber o motivo. Outras que indicam, falam, se comunicam.

Com elas, a violência de todas as formas já atingiu a pessoa alheia. Criança, homem, mulher, idoso, não importa; todos vítimas. Mas, também já se deram, foram pedidas a pessoa amada, acariciaram, massagearam.

Abraçaram uma pena com tinta e hoje teclas diversas. Com elas se faz música. Com as Suas, Alguém fez o mundo e tudo o que há.

Mãos que mostram o erro. Mãos que o consertam, instruem, ensinam, constroem, evoluem.

E as que apenas julgam, apontam. Aquelas que não querem se comprometer, então, são apenas lavadas.

Nossas mãos estão diretamente associadas ao nosso coração. O que um sente, o outro realiza. Logo, as alianças (a momentânea dos homens e a eterna com Deus) antes de entrarem nas declarações, nos dedos, nos acordos, nos contratos, devem estar do lado esquerdo do peito.

Mas, então, o que estamos fazendo com as nossas mãos ou ao o que lhes foi confiadas?

As que outrora seguravam, ajudavam, sustentavam, acolhiam, intercediam, moldavam.

Hoje se cruzam, se escondem, encontram os bolsos, ofendem, “se acorrentam”, morrem…

“Cada dedo, um caminho”; cada caminho, uma escolha; cada escolha, uma consequência. E pode parecer que não, mas, invariavelmente, TODAS as nossas escolhas geram consequências em terceiros. E estas, boas ou más.

Por fim, o melhor que temos a fazer é uni-las a outras…

O melhor que temos a fazer é nos deixarmos na Dele.

seta

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