Medo de sentir coragem


É surpreendente nos dias de hoje o número de pessoas que vivem com medo. É assustador a quantidade de gente que se priva de algo pelo medo. É impressionante a gama de pessoas que lotam os consultórios psiquiátricos, psicológicos com as chamadas doenças psicossomáticas. Medo é um estado emocional que surge em resposta a consciência perante uma situação de eventual perigo. O aumento do batimento cardíaco, a aceleração da respiração e a contração muscular são algumas das características físicas desencadeadas pelo medo. Algumas evoluem para síndrome do pânico.

Na infância, as crianças tem medo do escuro ou do “bicho papão”. Na adolescência, medo de que alguma coisa feita errada ou sem a aprovação dos pais, venha a ser descoberta e uma repreensão mais rígida, seria quase certa. Quando jovens, medo das provas nos colégios, vestibulares. Na fase adulta, medo do mercado de trabalho, da crise, da violência ou de “ficar pra titia”. Já na terceira idade (ou “melhor idade”, como chamam), medo de morrer, de deixar os filhos ou netos sós, de andar sozinho e por aí vai…

O medo do desconhecido, do oculto, do novo, tem transformado e transtornado a vida de pessoas. Na verdade, o medo é a impressão que seus olhos dão àquilo que você vê ou imagina (em situações, circunstâncias, ambientes, etc.). Tem gente que tem medo de crescer na vida, de estagnar na mesma, de fazer diferente ou até certo complexo de inferioridade; a dor nos negócios mal sucedidos, da perda de uma pessoa (por falecimento ou término de um relacionamento). Tem gente que tem medo de ver espíritos (mas, aí já são demônios e não vamos entrar nessa ceara, por ora). Ele paralisa, gera dúvida, imaturidade; incapacidade de ver a esperança. O mais curioso é que isso não tem sexo, idade, classe social, credo, crença, geografia, estado civil, orientação sexual ou política, etc. TODOS podem ser vitimas.

Mas, será que só de medo vive o ser humano? Será que esse “fantasma” psicológico e psiquiátrico não encontra alguém a altura para combatê-lo? Será que seremos sempre reféns da nossa mente? Não, claro que não!
Existem também pessoas muito corajosas entre nós. Pessoas com um alto grau de confiança, um elevadíssimo alto controle emocional, uma motivação inimaginável; de arriscar, de tentar, de sair do lugar, de agir. Coragem pra tomar decisões importantes e estas, pode mudar o rumo da sua vida.

Existem pessoas que tem coragem de admitir que do seu jeito não vá chegar a lugar algum. Conseguem enxergar que o caminho até aqui não foi legal; que a maneira e/ou a trajetória imposta por ela poderia ter sido diferente; que já cansaram de “dar murro em ponta de faca”; que as noites mal dormidas (ou não dormidas) com as lágrimas no travesseiro ou no banho, se misturando com a água que caem do chuveiro, só fizeram delas vítimas de si mesmas; ou até multas das vezes, disfarçadas de falsos sorrisos, felicidades insossas, companhias vazias; um deserto no meio da multidão. Eram vitimas e seus próprios algozes, uma vez que a mudança estava em suas mãos. Coragem na certeza de que sua vida deve mudar de Condutor, passando a sentar no carona e deixar o volante (de fato e verdadeiramente) pra Quem sabe muito bem o destino (João 14:1-6).

Na verdade, medrosos e corajosos não são reconhecidos nas suas atitudes em si, mas, como encaram suas lutas. Os corajosos sentem medo (e é exatamente aí que está a maturidade pra saber as armas que usará em cada batalha), mas, dificilmente os medrosos sentem coragem. Coragem não é a ausência de medo, é a certeza de que, mesmo que ele resolva aparecer, não será maior do que Aquele que está com você (Josué 1:9). Sento assim, o medo constante, puro e simplesmente como um estilo de vida e de como lida com as várias fases dela, não é a falta de coragem; é a falta de fé.

E desse jeito, não consegue enxergar que precisa de ajuda…do Alto.

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