Na época dos meus pais…


Na época dos meus pais, os jovens se reuniam todos os sábados. Naquela época, diziam: “Juventude”.
Os meus pais são da época que “louvor” era cantado com hinos do hinário cristão. E eles também são da época que “adoração” era entendida como algo que se presta a Deus, todos os dias, e não apenas no domingo a noite.

Meus pais são da época que nos sábados a tarde, os jovens da igreja se reuniam para visitar orfanatos, hospitais, asilos. Naquela época, doar um pouco do seu tempo para outro, ainda era pouco. Eles precisavam fazer mais.

Perto do Natal, eles iam de casa em casa fazendo serenata, cantando músicas de Natal e falando do amor de Deus para as pessoas que moravam perto da igreja.

Na época dos meus pais, os jovens que tinham carro, ofereciam carona aos que não tinham. Se ofereciam para ir buscar em casa e se comprometiam a levar de volta. Sem fazer cara feia. Eles entendiam que o carro era de Deus, e não deles próprios.

Na época dos meus pais, não havia internet. Os jovens não se comunicavam por e-mail, whatsapp ou facebook,e por ai vai. Mas mesmo assim, todos sempre sabiam das programações e todos eram convidados.

Naquela época, eles organizavam acampamentos várias vezes por ano. A maioria participava. Quem não ia, era porque tinha que trabalhar. No acampamento, todos colaboravam. Não existia essa história de só meninas fazendo o serviço. Todos ajudavam.

A diversão deles, era fazer trilha de noite, ou uma fogueira, um violão, hinos a Deus, testemunhos.
Durante o dia, gincanas, estudos da Palavra.

Naquela época, tanto moças quanto rapazes iam para a piscina com roupas decentes. Os famosos “sunquinis” para as moças, quando não era calção e camiseta. E os meninos, usavam calção.
As roupas descentes não eram apenas na piscina ou no rio. O mesmo comportamento se repetia dentro da igreja ou mesmo fora dela.

Naquela época, as meninas não iam ao culto mostrando o “cofrinho”. Ou, com decote. Nenhuma menina usava mini-saia. Pois entendiam que deveriam não apenas respeitar a casa de Deus, mas também respeitar seus irmãos.

Naquela época, não tinha essa história de “namoricos”. Não tinha essa história de “pegação”.
Meus pais me contam, que ninguém “ficava” pelos cantos. Quem queria namorar, conversava com o pastor, com um missionário ou com o líder. Orava por algum tempo e depois ia conversar com a moça. E a iniciativa sempre era dos rapazes.

Meus pais são da época que, casais lideravam e aconselhavam os jovens. Meu pai me contou que eles tinham uma “diretoria”. Com várias pessoas responsáveis pela “juventude”. A liderança era composta por casais e as vezes por jovens mais velhos.

Nos encontros, eles tinham gincana, estudo, louvor. E depois, saiam para ir na sorveteria. Eles não saiam para assistir filme, ou jogar. Porque preferiam ficar conversando, criando laços, relacionamentos.

Os estudos, eram sempre ministrados por algum membro da igreja. E esporadicamente, um dos jovens compartilhava a Palavra.

Nos retiros (para os jovens de hoje- acampamentos) moças e rapazes eram separados durante o estudo, e assuntos específicos de sexualidade eram tratados.

Algumas coisas não mudaram. Mas muitas coisas mudaram daquela época para os dias de hoje.
Tudo bem, eu entendo, afinal, os tempos mudaram, a sociedade mudou, as pessoas mudaram. Algumas coisas, precisam mudar… mas é engraçado… porque, uma coisa não mudou!!

A Bíblia!

A Bíblia que meus pais estudavam é a mesma que eu e você estudamos. Então, porque alguns conceitos e princípios são mudados?

Não to dizendo que a geração dos meus pai foi perfeita. Pelo contrário, eles eram falhos como eu e você. Como essa geração. Mesmo dentro da igreja, muitos cometeram bobagens.
Mas o que mudou tanto em tão pouco tempo?

Vivemos uma geração que não tem vergonha de falar de sexo na escola, na faculdade, na sorveteria ou nas piadas, mas, que tem vergonha de tratar desse assunto dentro da igreja!
Uma geração que usa um pouco do seu tempo para as coisas de Deus, e já acha que fez muito.
Uma geração que pensa que adoração é música.
Uma geração que não cuida do seu próprio corpo. Do seu próprio e da igreja à qual pertence – o Corpo de Cristo.

Deus não muda! O que Ele quer, não muda! Seu princípios não mudam!

A Sua Palavra não muda!

“Não deixe que ninguém o despreze por você ser jovem. Mas, para os que creem, seja um exemplo na maneira de falar, na maneira de agir, no amor, na fé e na pureza.” I Timóteo 4:12

Com amor
Pati Geiger

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