Não plante flores se não tiver intenção de ficar para primavera!


Olá pessoas, como estão? Eu estou bem, graças a Deus!

Vivo a dizer que sou uma eterna apaixonada por histórias de amor, sim, principalmente aquelas reais, feita de gente de carne e osso como a gente, que tem um milhão de problemas, mesmo assim não desistem, mas nos mostram que no fim de tudo, amor é simplesmente não desistir.

E dessa vez não quero ser diferente, por isso vou descrever algo que realmente tocou o meu coração de uma forma diferente:

“Não plante flores se não tiver a intenção de ficar para a primavera”

Quando leio esta frase, cuja autoria desconheço, não consigo pensar em outra coisa além dos nossos relacionamentos/sentimentos, explico:

Não é raro se ver a comparação entre primavera e um relacionamento que deu fase e/ou está em boa fase, assim como flores também são usadas para descrever sentimentos, principalmente em poesias.

Analisando nesse sentido, vê-se que, a geração de hoje está cada vez mais imediatista e egoísta: “é o que eu quero agora, isso é o que importa”.

As pessoas usam e abusam emocionalmente e às vezes até fisicamente uma das outras sem nenhum peso na consciência, apenas para satisfazer a suas próprias vontades…

Ninguém se importa com o próximo e quando questionados são capazes de usá-lo como forma de justificar suas ações.

Está achando me achando exagerada? Pense comigo, então:

Você já deve ter visto ou mesmo vivido aquela situação em que duas pessoas que demonstram certo interesse resolvem ficar, só para ver se dá certo. Sem compromisso! Só dar uns beijinhos… Nada de família, sentimentos, alianças, cobranças… “Se não der certo, não tenho com o que me preocupar.”

Ou mesmo pessoas que até namoram, inseguras do que estão fazendo, dando lado para carência, pressão popular e até mesmo interesse repentino e acabam acarretando sofrimento para si e para o outro envolvido.

Não se pensa no outro, no futuro, nas consequências, só queremos satisfazer nossas necessidades momentâneas. Fazemos listas intermináveis do que esperamos no outro, mas em momento algum paramos para pensar que o outro também espera o mínimo de nós. E qual é o mínimo que deveríamos oferecer?

Respeito e sinceridade, não cairiam nada mal.

Não estou supondo que não devemos pensar em nós e aceitar qualquer coisa, muito menos que devemos nos submeter a relacionamentos abusivos, apenas porque um dia dissemos “sim”, mas estou querendo dizer que já está na hora de olharmos para o outro como o ser humano que é, compreender que ele tem sentimentos como nós, e que de forma alguma merece ser iludido, simplesmente porque, não temos certeza do que queremos da vida.

Pense bem! Antes de plantar flores no jardim de alguém, pense se você realmente tem intenção de ficar para a primavera da vida dessa pessoa… Se realmente tem a intensão e condição de suprir as expectativas que você gera?

Antes de pensar em entrar em um relacionamento, pense se realmente está disposto a assumir as responsabilidades que um relacionamento sério, santo e agradável a Deus vai requerer de você.

Lembre-se que a outra parte tem uma família, a quem você deve satisfação (um, entre tantos motivos pelo qual sou totalmente contrária ao “ficar”). Mesmo que pareça antigo é preciso pedir permissão para namorar, é preciso ouvir o tal “sermão”, saber que a filha do outro tem alguém que zela por ela, e que não espera mais de você do que a ame e respeite.

E sim, meninas! Também é preciso conhecer a “sogra” e deixar bem claro –nas atitudes- que de forma alguma você quer magoar o filho dela.

É preciso também entender que namoro não é para curar carência ou passar tempo! Namoro só se justifica se há a intenção de casar. Embora, se saiba que há casos em que mesmo com todos os esforços e dedicação, isso não seja possível!

Gente! O mundo está invertido… Estamos amando coisas e usando pessoas… Estamos sabotando emocionalmente uns aos outros, sem qualquer peso na consciência, sem qualquer cuidado!

Estamos começando e terminando relacionamentos como se fosse apenas uma brincadeira.

Estamos falando tanto de amor e vivendo o suficientemente inconsequente a ponto de nos tornarmos os responsáveis por propagar a grande mentira de que “o amor acabou” ou mesmo de que ele “não existe.”

Somos, mesmo na nossa pouca idade, os responsáveis por uma geração de desiludidos, simplesmente porque pegamos o horrível habito de sair plantando flores por aí, e as abandonamos quando crescidas e dependente de cuidados.

E para não ficar só nas minhas palavras, quero citar um versículo que resume tudo:

“Conjuro-vos, ó filhas de Jerusalém, que não acordeis, nem desperteis o amor, até que este o queira” (CT 8:4)

E é claro que não poderia deixar de falar do versículo mais conhecidos quando o assunto é relacionamento:

“Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, porque dele procedem as fontes da vida.” (PV 4:23)

Resumindo, tão importante (e necessário) quanto cuidar do próprio coração, é cuidar do coração alheio.

Não fazer promessas sem a certeza que poderá cumpri-las. Não pedir para entrar, se não tem a intensão de ficar.

Portanto, ao plantar flores no jardim de alguém, devemos estar decidido que passaremos o verão, superaremos o outono, aguentaremos o inverno só para estar ali quando a primavera finalmente chegar!

Por Ana Cecília de Farias Vaz, cristã, advogada, portadora de um amor incondicional pelas palavras, seja para ler os escrevê-las, apaixonada pela família, gosto de desvendar sentimentos e tenho um desejo enorme de conhecer todo os países do mundo.

Twitter: @aninhacica
Instagram: @aninhacica

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