O que um “pé na bunda” pode me ensinar?

Há coisas na vida que por mais que nos esforcemos muito, PODE acontecer, o vilão do “pé na bunda” é uma dessas coisas. O que precisamos urgentemente entender é que isso não precisa ser a única coisa que ocupa nossos pensamentos durante o dia.

Existem momentos em que, ou amadurecemos, ou continuamos a reviver os mesmos momentos sempre e continuamos crianças em corpos velhos e
cabelos grisalhos. Maturidade tem a ver com decisão e precisamos QUERER crescer, mesmo sabendo que crescer dói, machuca, é traumático muitas vezes, mas, é necessário.

Tenho uma amiga que recentemente terminou um noivado, na verdade, o
rapaz a deixou um dia antes do casamento. Os amigos já estavam na cidade, tudo pronto, vestido passado, unhas feitas, passagem de lua de mel comprada e.. ele decidiu desistir de tudo sem ao menos balbuciar um motivo.

Como se justificar aos convidados, “o que fazer com todos aqueles doces?”, o casamento seria de manhã, então, tudo estava literalmente pronto, mas com certeza o mais difícil seria aceitar o pé na bunda e conseguir seguir em frente depois disso. Um amor que parecia tão genuíno, tipo de filme, um casal bonito de se ver, duas pessoas totalmente amigáveis e simpáticas… Era difícil desconfiar de um motivo, mas, apesar de não ter sido a atitude seguida dela, é necessário seguir em frente.

Também acredito que seja necessário passar pelo “luto”, pesar algumas
atitudes, ponderar algumas decisões, fazer um balanço geral, chorar, ter um momento para refletir, etc, mas isso não deve ser pra sempre, afinal,
Eclesiastes 3 fala sobre o tempo de chorar e o tempo de rir, não se vive
somente de um.

Reveja todas as coisas que deixou para trás por conta da outra pessoa, coisas que você realmente gostava e precisou se livrar, sei lá, um amor por praia, sair com as amigas para assistir a ultima sessão numa sexta a noite, viajar, conhecer o mundo, se dedicar para a obra de DEUS com mais afinco etc. Será que realmente valeu a pena?

Nada do que realmente vale a pena é fácil, então é importante ter esse
entendimento de que nenhuma escolha grande vai ter um caminho
totalmente sem lágrimas. Uma hora ou outra precisaremos enfrentar nossos limites, medos e continuar a caminhar assim mesmo.
Tente não emendar um relacionamento com outro, não deixe a carência e o hábito de ter sempre alguém perto tome as rédeas. Nessas fases, é
importante dar um tempo para o coração se recuperar, afinal de contas, não somos robôs, Deus nos fez com uma estrutura toda especial, Jesus também quer nos ensinar um segredo na dor, invista tempo com Ele, conheça-O para poder conhecer mais de você mesmo, inclusive. Nessas fases, é imprescindível se conhecer, porque dessa forma não aceitaremos qualquer “migalha” que a vida nos oferece.

Quando não nos conhecemos, “qualquer coisa” tá bom, “pelo menos eu não
estou só” , “ruim com ele, pior sem ele”, esse é um sentimento limitador e
que pode ser o prelúdio de um relacionamento abusivo. Precisamos saber
quem somos e ninguém pode buscar isso se não nós mesmas. Isso vale para
homens também.

Sempre é possível sair com mais sabedoria de uma situação ruim, não é certo generalizar tudo e achar que ninguém mais presta, mas, precisamos nos “preparar” para outras decepções, de outras formas, em outros cenários, afinal de contas, estamos lidando com pessoas tão falhas quanto nós. Receber um fora não significa que você não é bonita, especial ou virtuosa, as vezes pode só significar que Deus te livrou de alguém que nunca saberia mesmo o valor de uma joia. Não espere uma pessoa perfeita, nem se cobre para ser uma, apenas descubra o propósito de DEUS para sua vida e pague o preço para vive-lo.

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Marjorie Leite

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