O veneno escondido


Você não pode controlar o que as pessoas pensam e dizem sobre você, mas pode escolher não ser como elas. E essa é a única coisa que me dá esperança em meio a uma cultura tão miserável. Sim, miserável. Miséria, para mim, não tem tanto a ver com dinheiro quanto tem com mentalidade. Não posso com mentes pequenas. E mente venenosa, pra mim, entra nessa categoria. Categoria da miséria.

Longe de mim rotular alguém. Minha luta não é contra pessoas, mas contra ideias. Ideias que corroem mas que parecem inofensivas. Quer um exemplo? Incrível como a gente tem que engolir tantos comentários venenosos quando conquista alguma coisa, grande ou pequena. Poucos, muito poucos, escolhem celebrar contigo. A grande maioria escolhe ser falsa, falar mal, sentir inveja, espalhar boatos, desmerecer… Ser mesquinho. Venenoso, não? Pois é. Não para mim. Eu não sofro com o veneno alheio – já sofri, já chorei, já me tranquei no quarto. Hoje não mais. O veneno do julgamento só serve para me lembrar o que não quero ser jamais. Nunca gostei de ser maioria mesmo…

Mas quem destila morre lentamente. Morre por dentro, cruel e friamente, a medida que o coração, por causa da maldade, se transforma em pedra – incapaz de sentir a alegria linda de ver o próximo voando alto. Não se engane, meu caro amigo. Esses comentários venenosos custam caro. Amanhã a vítima pode – e vai – ser você. E, acredite, a conta chega, com juros e correções.

Da próxima vez que alguém estiver vivendo algo que você gostaria de viver, chame essa pessoa para um cafezinho. Você vai precisar de tempo. Histórias de sucesso não são construídas da noite para o dia. Pergunte a ela como ela conquistou tudo aquilo. Se o meio for legítimo, ouça e aprenda com humildade. Meios legítimos levam a resultados legítimos, pode apostar. Mas não se engane, há sempre trabalho duro envolvido – coisa que os invejosos sempre ignoram. Com trabalho duro e coração puro você vai escrever a sua história, sob medida pra você.

Não escolha o veneno, por favor. Escolha a humildade. Humildade não é usar do mais barato de tudo – isso é outra coisa. Você vai ver que há muita coisa acontecendo nos bastidores antes de qualquer grande espetáculo. Seja a minoria. E se, ainda assim, você continuar com aquela pitadinha de veneno no coração, aí vai uma dica de como superar isso: toda vez que alguém conquistar algo, pergunte-se se você plantou para colher aquilo. Se sim, continue firme, toda colheita tem um tempo certo. Se não, hora de arregaçar as mangas. Às vezes, na ansiedade para colher, alguns esquecem de plantar…

Sâmela Ribeiro
Sâmela Ribeiro Facebook Twitter Imprimir

Uma quase engenheira civil que ama café, viagens, gatos, violão, Netflix, gente e Jesus - não necessariamente nessa ordem.

seta

CONHEÇA NOSSA LOJA ONLINE