Por que me sinto tão só?

Infelizmente, a maior parte das pessoas maximiza a solidão como uma das piores sensações na vida de solteiro. Algumas se deixam levar por um estado melancólico a ponto de viver em desânimo.

Para Augusto Cury, quando o mundo nos abandona, a solidão é suportável, mas quando nós mesmos nos abandonamos, a solidão é quase incurável (CURY, 2011). Nós nos abandonamos quando nos entregamos à tristeza, quando mergulhamos no mar da autopiedade, nos sentindo a última vítima da face da terra por estarmos sozinhos e carentes. Se autoabandonar é, dentro de si mesmo, desistir de lutar, e deixar a vida o levar, como ela quiser.

Quando você desiste de lutar pelos seus sonhos, perde suas perspectivas e como consequência disso, deixa de cuidar da autoestima e de investir nas outras áreas da sua vida. Seus problemas vão se tornando uma “bola de neve”, roubando-lhe a esperança de um futuro feliz. As pessoas vivem depressivas porque desistiram de lutar e entregaram-se ao acaso. Geralmente, nestas horas, é que mais precisamos olhar para dentro; e é aí que acabamos fugindo de nós mesmos, deixamos de criticar nossos sentimentos negativos e nos acostumamos a eles. Você tem se “abandonado” nos momentos difíceis?

A decisão de dar a volta por cima é uma tarefa sua, ninguém poderá fazer isso por você. Comece resgatando, dentro de você, aquilo que lhe traz esperança (Lamentações 3: 21).

Há pessoas que decidem tomar a rota da fuga. Preferem mudar de cidade, de emprego, de amizades, de igreja, mudam tudo a sua volta, mas nada em seu interior. Tanto mulheres quanto homens, solteiros ou casados, terão problemas de solidão, se não desenvolverem uma íntima comunhão com o Senhor. A solidão não depende de estado civil, de possuir ou não um companheiro, mas da falta de intimidade com o Senhor e do equilíbrio emocional em nossas vidas.

Até mesmo as pessoas casadas podem sentir solidão, pois sentir-se só não é um “privilégio” dos solteiros. Só aquele que desfruta da intimidade com o Espírito Santo pode se sentir alegre e totalmente preenchido. Deus não faz acepção de pessoas para derramar Sua graça e Seu amor. Ele dá alegria aos casados e, também, aos solteiros.

Além do mais, Deus sabe até onde você pode suportar estar só e Ele irá agir, em seu favor, quando perceber que a sua situação chegou ao limite. Podemos tomar, como exemplo, a origem do relacionamento entre um homem e uma mulher: Adão e Eva.

Quando Adão chegou ao limite de sua solidão, Deus interveio ao seu favor. O que vemos com isso? Que não foi Adão quem resolveu seu problema de solidão, e sim o próprio Deus (CASTRO, 2011).

O fato de estar sozinho serve para reconstruir sua autoestima, além de ser um tempo preparatório e protetor.

Você não tem como amar alguém, sem amar a si mesmo primeiro. A ordem bíblica é: ama o próximo como ama a ti mesmo (Mateus 19:19). Você se ama? Se não, como amará o próximo?

Neste meio tempo, você descobrirá que o amor que busca está, primeiro, dentro de você e que nenhum relacionamento com alguém poderá desenterrá-lo e ativá-lo na sua vida, é você quem, primeiro, deve tomar posse dele (VANZANT, 2009).

Por isso, este tempo em que você está esperando por aquela pessoa especial é indispensável para elevar o seu amor próprio e adquirir a liberdade necessária para fazer suas escolhas de forma consciente. Lembre-se que Deus quer que você sinta-se um solteiro completo e feliz, em primeiro lugar, para, futuramente, fazer seu cônjuge feliz.

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Simone Messina Gomez

Simone Messina Gomez. Funcionária pública e escritora cristã. Membro da Igreja Bastista Nacional de Santa Maria, RS. Autora do livro O valor de estar solteiro e de muitos outros que estão por vir! Casada com Pedro Tasca Gomez. Ministramos seminários sobre Vida de solteiro, Romance Real e Santidade. Contato: simessina@gmail.com