Quando o “Pra sempre” dura apenas um instante…


Por mais brilhante que seja a mente humana (e sempre nos surpreendemos com a sua capacidade), ela tem uma certa limitação no que diz respeito à infinito. Seja por desconhecimento do assunto (Quantas estrelas exatas há no céu? Quantos grãos de areia há nas praias do mundo? Quantas gotas de água há nos oceanos?), ou porque o tema seja impossível de ser respondido. Até porque, mesmo o céu sendo estrelado e lindo, mesmo a areia da praia dando aquela sensação deliciosa ao tocar os nossos pés, mesmo o mar tendo aquele bailar inebriante em suas ondas ao navegar, ainda sim, há dias nublados, há castelos de areia que despencam, há mares revoltos.

O “infinito” e o “pra sempre” andam lado a lado. Enquanto o primeiro aponta pra algo que, mesmo sem conhecermos sua totalidade, é imensurável; o segundo é algo que, a princípio, nunca acaba (ou não deveria). Mas, este segundo, vai depender da NOSSA visão e percepção do que significa “pra sempre”.

Quantos “pra sempre” não ouvimos em vários momentos da nossa vida? Quantas promessas de “até depois do fim” não nos levaram a sonhos perpétuos e sumiram como neblina aos primeiros raios de Sol? Quantas eternidades foram colocadas à prova num simples “até logo”? Quantas expectativas frustradas não nos tiraram o chão e nos fizeram cair num abismo de pesadelos (na nossa limitada visão) eternos? Mas, quantas vezes também os culpados desses tantos “pra sempre” não fomos nós (dando ou recebendo), numa ânsia de querer eternidade sem ao menos saber o que isso significa?
Com a mesma velocidade que se diz amar pra sempre, também se odeia pra sempre. Não quer ver mais na frente, pra sempre. A palavra perdão sai do dicionário, mesmo que pra liberar seu coração de algo tão funesto. Quando o “pra sempre” se foi, vale a pena dar uma segunda chance? É de Deus esse “pra sempre” e apenas teve uma interrupção por culpa de um ou de ambos? A volta fará com que as cicatrizes não abram novas (e mais dolorosas) feridas? A restauração não seria um propósito de Deus? Ou ao contrário, APENAS um desejo seu?
Alguns “pra sempre” não resistem a dor da mágoa, do desapontamento, da traição (em todas as esferas de relacionamentos), da decepção.  Amigos ou amores, sonhos ou realizações não importam mais. Há “pra sempre” que trazem arrependimento; que não deveriam ser ditos ou vividos; nem sequer, pensados. Para estes, o afastamento, mesmo doloroso, é preciso (leia http://www.euescolhiesperar.com/artigos/um-embarque-a-estacao-saudade).

“Pra sempre” de paixões transvestidas de amor, trazem parcelas boas de prazer. Quando a fatura chega (mais cedo ou mais tarde ela SEMPRE chega), veremos créditos ou débitos. E se em nossa conta não houver saldo positivo de alto estima, os juros se transformam numa bola de neve que podem nos levar à falência emocional. E pra saldar essa dívida, é completamente perigoso, irresponsável, imaturo, podre e triste recorrer a um agiota emocional. O mais correto e indicado é negociar sua dívida simplesmente NÃO usando mais seu banco (seu coração) até a conta estar saudável novamente, e com um gerente de conta (Espírito Santo) ao lado.

“Pra sempre” de amores verdadeiros ainda sim são limitados. Isso por que nossa visão humana de eternidade está condicionada a visão de Deus acerca de eternidade; algo ÚNICO, imutável, incomparável. Cristãos ou não, entendedores ou não, nessa brevíssima e frágil vida o “pra sempre” acaba tão logo. Não se pode fazer (ou tentar) com que os nossos “pra sempre” momentâneos e de demandas, sejam mais importante que o “pra sempre” eterno e de propósito de Deus em nós (Rm 11:36). Enquanto não se entendermos essa equação, absolutamente NADA fará um real sentido (Ec 12:11-14). Se o nosso “pra sempre” não nos aproximar Dele, o “adeus” de um ou do Outro é iminente.

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