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Que imagem você reflete?

No princípio Deus criou os céus e a terra (Gênesis 1.1). Depois, o Criador trouxe à existência cada detalhe que vemos hoje na natureza e no ser humano. Este humano fora criado com toda a originalidade e cuidado divinos. “Façamos os seres humanos à nossa imagem, de forma que reflitam a nossa natureza”, a Trindade expressou (Gênesis 1.16).

O Jardim do Éden era a operação, era a conexão do Céu com a Terra.  Mas, o pecado – que se originou na pretensão de um dos anjos ser como Deus – trouxe a destruição, resultou em tragédias. A humanidade conheceu o caos (Juízes 21.25). Os homens foram contaminados, se distanciaram do plano original (Isaías 59.2). Não mais se pareciam com seu Criador. O Senhor de todas as coisas ansiava por ter de volta a amizade e intimidade que tinha com os homens (Gênesis 3.8). Mas como? Existiria um jeito de pecadores estarem perto Daquele que é Santo? Como poderiam usufruir da presença de Deus?

A primeira solução de Deus foi o tabernáculo (Êxodo 26.1). Para que a humanidade não se perdesse para sempre, o Senhor criou uma forma deles estabelecerem contato, de conhecerem Suas leis (Êxodo 20.1-17). Coisas relacionadas ao Céu e Terra começam a operar juntas, mais uma vez. Infelizmente, os homens continuaram a se afastar de Deus. O pecado resultou em pessoas que tinham prazer na maldade, no sofrimento do outro, na mentira, na fofoca (Provérbios 6.17-19). Perderam a essência divina, não mais refletiam a natureza do céu. Não tinham nenhuma semelhança com o Criador.

Cristo, então, viveu entre nós (João 1.14). Estabeleceu o Reino de Deus aonde chegava. Sofreu a morte de cruz, por conta dos pecados da humanidade. Restabeleceu a conexão com Deus (João 14.6). Perdoou nossos erros e desvios, e nos deixou um desafio: sermos como Ele é. Fomos formados à Imagem e Semelhança de Deus, o diabo deturpou isso, e Cristo nos possibilitou a redenção por meio da cruz, poderíamos ser conforme a Imagem de Deus!

Isso significa representar o propósito eterno do Senhor. Não é experiência, é trajetória. É abrirmos mão do direito de conduzir nossas próprias vidas (Mateus 16.24). Parecer com Jesus significa permitir que Suas características habitem em nós (Gálatas 5.22-23), deixar que o domínio divino assuma o comando, e não nossa natureza. (Gálatas 5.24-25) Ser a Imagem e Semelhança de Deus é manifestar coerência entre nosso caráter e aquilo que Deus operou em nossas vidas. A cruz nos permitiu sermos participantes da vida, de uma nova vida.

Devemos observar bem o que Deus faz, e fazermos o mesmo! Agirmos como Seus imitadores (Efésios 5.1), e o que Deus faz é principalmente nos amar. Precisamos aprender com Ele a vida de amor. O amor de Cristo não foi contido, reprimido ou moderado. Foi extravagante! Ele não nos amou para receber algo em troca, mas para nos dar tudo de Si. Necessitamos amar da mesma forma. Manifestarmos brandura no lugar de amargura, abraçarmos o sofrimento do outro, ajudar os mais fracos, demonstrar misericórdia, perdoar quantas vezes for necessário. Temos que lutar pelo que Cristo lutava. Morrer pelo que acreditamos.

Sermos à Imagem e Semelhança de Cristo é permitirmos que o amor manifesto na cruz transforme nossas vidas todos os dias (Filipenses 1.6), e vivermos em amor!