Será que devo fazer corte?


Hoje vou tratar de um assunto que gera dúvidas em muitos jovens: CORTE- Fazer ou não fazer? Eis a questão.

Muitas pessoas acham que é impossível conhecer alguém sem se beijar, já que muitos namorados iniciam o conhecimento com esse passo; Outras pessoas acham que fazer corte não é namorar, e sim ser amigo, perdendo a “importância” que um relacionamento deve ter.

Alguns rapazes até cogitam a ideia de se relacionar assim, mas com medo de reprovações dos amigos e até mesmo das “chacotas”, abandonam a ideia. Diversas moças sonham com esse tipo de relacionamento, mas acham difícil encontrar alguém que aceite a proposta.

Seja lá qual for à hipótese em que você se encaixa, vai aqui uma dica de quem passou por isso: É possível se relacionar fazendo corte e são grandes os benefícios que colhemos.

Algumas igrejas tem estabelecido a corte como padrão para os jovens se relacionarem, podendo receber nomes diversos, como: amizade especial, amizade com compromisso, namoro com propósito, romance real, etc.

Sabemos que o mundo tem caminhado a passos largos para a perdição, e a cada dia os jovens tem sido influenciados a viverem sem limites, viver como se não houvesse o amanhã, a provar tudo que lhe for proposto, a se “permitir” e viver “tudo que há para viver”. Infelizmente esses conceitos malignos tem se infiltrado dentro das congregações e contaminado os jovens e adolescentes que muitas vezes começam a se relacionar e não conseguem manter-se puros e em santidade, refletindo também nos relacionamentos entre casais.

Dessa maneira muitos rapazes e moças iniciam o namoro sem propósito algum, desenfreadamente, muitas vezes por pressão ou carência, gerando um “troca-troca” dentro da igreja, já que fulana que estava com sicrano, termina o namoro e começa a se relacionar com beltrano que por sua vez era namorado da Mariazinha que começa a namorar com sicrano e por aí vai.

Eu creio que como todas as coisas na vida, precisamos de uma direção daquele que conhece tudo. Muitas pessoas acham que Deus está ocupado demais para se importar com a vida sentimental dos seus filhos, e por esse motivo bobo acabam tomando suas próprias decisões sem consulta-Lo.

A proposta da corte é trazer de volta os padrões bíblicos para o relacionamento, entre eles a pureza e a santidade, ajudando o casal a desenvolver um relacionamento saudável, sem ênfase na parte física, a fim de que se conheçam de fato, visando o matrimônio como objetivo final. Fazer corte é se relacionar a três: o rapaz, DEUS e a moça. O Senhor que é o elo entre o casal, não o contato físico exacerbado.

Muitos casais que se relacionam desta forma, evitam determinadas tentações, diferente de quem se relaciona da forma comum, tendo em vista que não estão sujeitas a determinados estímulos naturais, como por exemplo os beijos mais acalorados.

Neste processo, os casais que desejam iniciar a corte, passam por algumas etapas, como um certo período de oração, a liberação dos pais e, com a supervisão dos líderes iniciam o compromisso. Em algumas igrejas existem outras etapas, mas em padrões gerais, é isto.

Alguns pontos a se esclarecer:

1) A corte não é algo que foi criado para jogar areia na sua felicidade, ou para radicalizar a forma de se relacionar. A corte é algo que veio para proteger aquele que deseja fugir da imoralidade sexual e se manter puro; tal maneira de se relacionar é para aquele (a) que acredita que seu coração não foi feito para quem está de passagem, e que deseja viver propósitos, enxergando que não somos feitos descartáveis, mas que somos preciosos;

2) A corte também não é uma garantia que o romance dará certo, mas que se não acontecer da maneira esperada, os “danos” serão menores, e em alguns casos, inexistentes. Ao contrário do que acontece em namoros onde o contato físico é bem avançado, onde há consequências emocionais grandes e o distanciamento é muito doloroso;

3) A corte trás inúmeros benefícios, como a provisão financeira, a estabilidade emocional, e o crescimento espiritual do casal;

4) A corte fortalece os laços de amizade, cumplicidade e companheirismo entre o casal;

5) A corte proporciona que o casal tome decisões acertadas baseando-se não na paixão, mas nos padrões bíblicos e direção de Deus;

O importante é que independentemente da maneira que você irá conduzir seu romance até o casamento, é fundamental que a vontade de Deus seja o que norteie a sua vida, lembrando sempre o que a bíblia diz:

“Pois esta é a vontade de Deus: A vossa SANTIFICAÇÃO, que vos abstenhais da prostituição” (1Tessalonicenses 4:3)

Existem muitos casais que não se relacionam fazendo corte e não caem nas ciladas da carne, mas é extremamente difícil namorar sem cair em tentação. De qualquer maneira, se uma pessoa não está disposta a abrir mão do pecado sexual, qualquer método se tornará ineficaz.

Recomendo para quem deseja saber de forma mais profunda sobre a vida sentimental, namoro e sexualidade, o livro “AMOR & SEXO” dos Pastores Nelson e Angela Neto.

Para você que está lendo este artigo, desejo que o Senhor te conduza ao lugar que Ele deseja, vivendo uma vida plena na presença do nosso Deus.

Deus te abençoe,

Até a próxima!

Kamila.

 

 

 

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Kamila Carvalho Borges Facebook Twitter Imprimir

Cristã, advogada, casada com Lincoln Borges.

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