Sobe até aqui…


Paixão (também chamada de “desejo”) – sentimento ou emoção levado a um alto grau de intensidade, sobrepondo-se à lucides e à razão. Assim define o Dicionário Aurélio, acerca desse sentimento tão avassalador, descontrolado e nocivo. Sim, nocivo! E ainda que seja lindo ver o brilho nos olhos das pessoas dizendo estar apaixonadas, na verdade, elas podem estar: ou amando (e este, um sentimento maduro, construído, forjado, direcionado e saudável), ou estar gostando além do normal. Se estiverem realmente apaixonadas, isso é um perigo. A paixão cega, tira do prumo, da consciência, do norte; e isso, definitivamente não é saudável.

Aí, me vem o amor, que o mesmo diz ser uma afeição profunda a outrem, a ponto de estabelecer um vínculo afetivo intenso, capaz de doações próprias, até o sacrifício (faz-te lembrar de certo alguém?); dedicação extrema e carinhosa; sentimento profundo e caloroso de atração que um sexo experimenta pelo outro; apego, carinho, ternura, cuidado, zelo. Percebe a diferença? Relacionado ao amor, sabemos que existem três: ágape (de Deus), fileo (humano) e eros (sensual e/ou sexual). Mas, por ora, não trataremos neste.

Alguns passos são muito importantes em nossa vida. Nossa verdadeira entrega e posicionamento em Cristo, a pessoa com quem vamos nos casar (os dois principais, respectivamente), a profissão que vamos exercer por toda vida, etc. Cada um com seu grau de importância, mas, todos capazes de tirar o sono de muita gente.

Às vezes, percebo que parte de nós, como sociedade e como indivíduo, está completamente “afundada” nas suas questões, e se quer olham ao seu redor. Seu umbigo é sua referência. Seu problema é sua prioridade. E por mais que olhemos em volta, ainda sim, só nos enxergamos.

Muita gente fazendo muita coisa (inclusive pra Deus) sem o mínimo direcionamento ou discernimento para aquilo. Muuuita coisa pra Deus; quase nenhuma com Deus. De certa forma, como um imã, alguma coisa nos prende no chão. Talvez nossa razão, nossos problemas, nossos compromissos, nossa lotada agenda, as 24h que parecem ter a velocidade de minutos, nosso jeito superficial de tratar as pessoas, o “ruído do mundo”, da inversão de valores, tudo isso junto e/ou muito mais, nos fazem prisioneiros de onde nossos limitados olhos possam alcançar.

Em sua carta à Igreja de Éfeso Paulo diz: “A graça seja com todos os que amam a nosso Senhor Jesus Cristo com amor sincero e incorruptível.” (Ef 6:24)

Perceba que Paulo diz existir um amor falso e que se corrompe. Mas, o que seria capaz de corromper amor?

Ao jovem discípulo Timóteo, menciona um de seus colaboradores, Demas, que “havendo amado mais ao mundo secular”, o abandonou (2 Tm 4:10). Ele não diz que Demas não amou a Deus. Diz que ele amou mais ao mundo, logo, seu amor se tornou falso e corrupto (Êx 20:2,3). O homem com suas mazelas pode corromper o amor; as dificuldades de relacionamento interpessoais, conjugais, sociais podem corromper o amor. Porém, não é preciso dizer que o amor de Deus é imutável, não é?

A verdade é que, assim como Adão, que recebia diariamente a visita do próprio Deus e num determinado momento, peca e tira os olhos de seu Criador, passando a reparar sua vergonha, corrompendo e falsificando seu amor; igualmente nós, estamos olhando muito para as coisas deste mundo e tiramos os olhos do Pai (I Co15:19). Mas, existe um lugar! Um lugar secreto e “de difícil acesso” onde somente os que realmente procuram, encontram. Secreto, difícil, mas, disponível a todos. Para tanto, basta querer; querer mesmo. Lugar de intimidade, aonde somente os mais chegados, Deus convida a um particular (Ap 4:1).

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