Tentados ou forjados?


Realmente, é alarmante (e revoltante igualmente) a situação do país; e nem adianta que não vou me aprofundar acerca de política aqui. Aliás, a situação do mundo, diria.

Pra onde quer que olhemos, constatamos o lastro da destruição, em partes, das instituições; sejam elas, eclesiásticas, políticas, sociais, familiares, acadêmicas, empresariais, etc.

Convites à corrupção, adulteração, troca, manipulação, subornos, sofismas, inversão de valores, enfim, tudo pra tirar o “original”, o padrão, o correto do seu prumo.

São muitas as causas da tamanha corrosão das instituições. Cada uma com suas particularidades; cada uma com suas proporções; cada uma com suas vítimas.

E vamos combinar? Quem sofre e quem causa, de um modo geral, no fundo no fundo, todas são vítimas.

Quem sofre, é vítima pelas consequências que lhe chegam tal ato.

Quem causa, é vítima de si mesma; da sua ganância, sua ignorância (seja por falta de conhecimento ou de caráter), seus vícios, suas perversões, suas friezas, e por aí vai…

Estes, são carcereiros e prisioneiros ao mesmo tempo; e com a chave em suas próprias mãos, o que é ainda pior.

Vem-me a mente uma pergunta, um tanto quanto, intrigante: Somos tentados ou forjados?

Ambos; depende da circunstância.

Mediante isso, cabe outra: a qual dos dois estamos dando espaço?

Ok! Serei mais direto: quando chegam a mim, qual eu dou plena liberdade de agir?

Tentação: substantivo feminino – Impulso para a prática de alguma coisa censurável ou não recomendável; desejo veemente ou violento.

Certa vez, um homem disse que “…todos os males procedem do interior (coração), contaminam a pessoa humana e a torna impura.” (Mc 7:20-23).

Outro, por exemplo, não compreende o próprio modo de agir; “…porquanto o que quero, isso não pratico; entretanto, o que detesto, isso me entrego a fazer.” (Rm 7:15).

Poderíamos afirmar, então, que em nós, JÁ HÁ todos os males. Cristãos ou não, nossa natureza é inclinada ao mal. Até mesmo o cristão mais santificado, carrega a semente da rebelião que herdou de Adão. É necessário limpar (lavar, purificar) a mente, pois, Deus NÃO FAZ distinção entre pecados elaborados e alimentados nos pensamentos, e os consumados por ação (Tg 1:13-15). A diferença é tão somente o Espírito Santo que habita em nós cristãos, que nos direciona e nos impede de fazermos (ou tenta, QUANDO OBEDECEMOS) o que essa natureza quer, por si só. Os que não O possuem e, consequentemente, não direcionados por Ele, fazem o que lhe aprouver; tudo em nome do nosso amigo tão conhecido “livre arbítrio”.

O mesmo Espírito que permitiu Satanás destruir tudo o que Jó possuía (Jó 1:12); o mesmo Espírito que não retirou o espinho na carne de Paulo, mesmo este clamando a Ele três vezes (2 Co 12:); o mesmo Espírito que levou o próprio Jesus Cristo para ser tentado no deserto por Satanás.

Porém, o mesmo Espírito que estava forjando Jó, Paulo, Jesus Cristo (e muitos homens e mulheres naquela época ainda hoje) para mudar a história, cada qual com o seu respectivo propósito e importância…mas, com a devida obediência.

E respondendo a pergunta: Quando chegam a mim (a tentação ou o forjar de Deus), qual eu dou plena liberdade de agir?

Na primeira, colherei as consequências das minhas más escolhas. Na segunda, conselho, ensino, entendimento, inteligência, conhecimento pleno (para receber no coração a Sabedoria), prudência, maturidade, crescimento, experiência, fé, misericórdia, graça.

A escolha é minha…a escolha é sua!

seta

CONHEÇA NOSSA LOJA ONLINE