Você não sabe o que é o amor?


Once Upon a Time, segunda temporada. “Você não sabe, querida?”, disse Cora, a Rainha de Copas do País das Maravilhas, mãe de Regina, à Emma enquanto tentava arrancar seu coração antes de pular no portal para Storybrooke junto com Capitão Gancho, “Amor é fraqueza”. Há muitos anos atrás ela mesma havia arrancado o próprio coração alegando a mesmíssima coisa – e então tornou-se um monstro despido de piedade, misericórdia e qualquer coisa boa que houvesse no mundo – para chegar aonde queria. Cora nem sempre fora assim. Ela se tornou cruel ao tentar se proteger da dor. Tornou-se impenetrável, fria e dura como uma pedra. Passou a acreditar que amor era fraqueza. Pautou sua vida nisso.

Todo mundo quer ter alguém para rir junto, passar tempo junto, falar das coisas mais sérias e mais bobas possíveis junto – todo mundo quer se sentir amado, seguro e valorizado. Todo mundo quer um amor pra vida toda. Todo mundo quer alguém para ficar junto até o último suspiro. Todo mundo quer viver um amor de verdade. Mas quando enfrentamos a dor da rejeição – seja ela real, seja ela fruto da nossa falta de segurança ou fruto da falta de comunicação eficaz – nos fechamos, ativamos nossas defesas. Guardamos o amor como um segredo. Não queremos que ninguém descubra. Encobrimos, com todos os esforços possíveis. Criamos uma distância segura para evitar a dor do fracasso em comunicar amor. Acreditamos que não somos amados e que somos incapazes disso. E então nos protegemos, criando muros ao redor do nosso coração.

Na jornada do amor, só temos dois caminhos a escolher. Um é fácil, o outro é o certo. É fácil se desconectar, criar muros, distâncias. O certo é se comprometer a aprender a amar, não apenas ser refém da fragilidade das emoções. Amor é decisão, dentre tantas outras coisas. Você pode lutar o quanto quiser, mas enquanto não entender que essa vida aqui é um ensaio da eternidade, você nunca vai entender o que acontece com você. Os topos das montanhas não são a história em si – eles são apenas a celebração de tudo aquilo que temos vivido entre eles. Somos cheios e transbordamos, para que então sejamos esvaziados novamente e a lição recomece em um nível mais alto. Ora, o caminho não vai ser fácil, mas quem disse que não vai valer a pena?

Eu já passei por mais coisas do que você possa imaginar. Já dei de cara com a escuridão mais densa da minha caminhada e pensei que não sairia viva. Depois de ser trazida à superfície e ver a luz de novo eu entendi – só pelo amor já vale a pena a jornada rumo à nossa casa de verdade, se é que você entende o que estou dizendo. Porque se a gente for embora amanhã, pelo menos aprendeu a lição. O resto não passa de uma ilusão.

O comprometimento é com Ele primeiro. Não se aprende nada sobre amor longe e fora dele. Fazemos por ele e para ele. E nele encontramos forças quando as coisas ficam difíceis. Continuamos em nome da jornada rumo à nossa casa, não porque nosso medo nos manda desistir. Continuamos para a sua glória, não pelo nosso conforto. Abraçamos a vulnerabilidade do amor porque confiamos no Deus que nos protege como a menina dos seus olhos. Escolhemos o caminho certo, não o fácil. Olhamos para o inimigo que diz que o “amor é fraqueza” e dizemos como Emma: “NÃO. O AMOR É FORÇA.” E vencemos.

Sâmela Ribeiro
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Uma quase engenheira civil que ama café, viagens, gatos, violão, Netflix, gente e Jesus - não necessariamente nessa ordem.

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