Home Artigos Ausências

Ausências

1857
0

Há um conto que creditam ao físico teórico alemão Albert Einstein em sua época de colégio, onde seu professor na ânsia de provar que a “fé” é um mito, faz um jogo de palavras dizendo que: “Se Deus criou tudo o que existe, Ele também criou o mal; assim sendo, Deus é mal”. E o jovem Einstein, discordando (segundo o conto), também faz um jogo de palavras mencionando que: “Por esse mesmo pensamento, a escuridão não existe e sim que esta é a ausências de luz”. Bem como, que igualmente “O frio também não existe, e sim, a ausência de calor”. O jovem rapaz finaliza mostrando que Deus criou somente o bem (pois, Deus é o bem – Sl 118) e que o mal, era a ausência do bem (ou seja, a ausência de Deus).
Não sei precisar se a história é verídica mas, que é uma bela reflexão, isso o é.

Já falamos numa outra oportunidade acerca do “bem” e do “mal” (http://www.euescolhiesperar.com/artigos/bem-me-quer-mal-me-quer-2) e vimos que a percepção de bem e de mal só é acertada se esta tiver o crivo das Escrituras. Caso contrário, é apenas e tão somente “achismo” e experiências isoladas do “eu”.

Num tempo onde vemos ausências por todos os lados, quer do poder público, que deveria dar assistência (de todas as naturezas) aos que pagam seus impostos; ausências de valores, bons exemplos e bons costumes na família, onde essas são desassistidas por aqueles que deveriam proteger – e junta-se a isso, os inúmeros conflitos familiares, seja por um pai que não se posiciona como o sacerdote da sua casa ou de uma mãe que não dá o mínimo valor ao milagre divino da maternidade ou ainda, pessoas que se casam por uma atração APENAS física, no calor da paixão ou sem direcionamento e sabedoria alguma, fazendo de seu matrimônio uma bomba relógio prestes a explodir.

O homem é um animal extremamente adaptável; vive em qualquer lugar. Por pior que este lugar seja, uma hora ou outra, ele vai se acostumar com o ambiente em que foi inserido. Se lhe falta abrigo, ele constrói; se lhe fala comida, ele caça; se lhe falta bebida, ele acha um poço, uma fonte, uma árvore que produza água; se não tem conforto, ele se acostuma; se está com frio, faz uma fogueira e se aquece; se está sozinho, isolado, não morre por isso. Vemos populações e comunidades diversas que não possuem algumas das coisas que temos aqui na “civilização”. Algumas ausências pra eles (e por que não, pra nós) são inteiramente suportáveis.

Mas, e se a ausência é “dentro”?
E se, como o jovem Einstein disse (segundo o conto), o indivíduo tiver a ausência de Deus, como faz? Ficará somente dependente da sorte, do improvável, de si mesmo? Ou crer no trecho da tola letra dos Titãs (Epitáfio) “O acaso vai me proteger…Enquanto eu andar distraído”? Sério mesmo?

Quando é essa a ausência, você se torna refém de todas as demais.
Agora, quando o que era ausência (a PRINCIPAL delas) se torna presença, se torna real, se torna fonte das tuas decisões, dos teus pensamentos e dos seus sentimentos, você não consegue mais sentir nenhuma falta, porque Aquele que te faltava, o Precioso, JÁ É PRESENTE!! 

COMPARTILHE ESTE ARTIGO: