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Aviva-nos, Senhor!

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O ato de sacrifício de Jesus inaugura para humanidade uma nova realidade: o amor de Deus se estende à todos como oportunidade de libertação. Jesus como Cristo despertou um tempo de fé resplandecente para os seus discípulos. As missões de Paulo e os atos dos apóstolos pela igreja primitiva são exemplos que testificam o tempo onde todos viviam em constante esperança, determinação, animação e nitidez na fé após morte, ressurreição e ascendência de Jesus aos céus.

A necessidade de estar avivado tem muito a ver com essa compreensão de fé intrínseca e interpessoal dos atos da igreja primitiva. O avivamento que os discípulos experimentaram foi seguindo e depositando fé na figura de Jesus Cristo ressurreto. E avivamento, segundo Jesus Cristo, é liberta-se daquilo que prende: amarras que destroem pulsos, pés e mãos, que muitas vezes são presos aos ossos secos do vale em que o profeta Ezequiel foi posto (Ezequiel 37). Procuro pensar que estas amarras são frutos de consciência culpada e dos hábitos danosos e deletérios que nos lançam na sensação de um ser despido, sem animação ou energia, não somente para a fé, mas também no comportamento rotineiro.

Avivamento é encher-se do Espírito de Deus. Não gosto de pensar no avivamento como experiência sensorial ou utilizar dessa experiência como confirmação do avivamento. Para mim, avivar-se é algo que tem profunda ligação com arrependimento. E arrepender-se é expandir a mente ao ponto de arrebentar as amarras que nos prendem ao osso seco e assumir a identidade de Jesus Cristo. É inaugurar um novo tempo para a consciência. A justificativa de arrependimento é ser como Jesus Cristo, e isso que nos enche do Espírito de Deus, pois Ele nos constrange à executar tais ações. (2 Coríntios 3.17).

Não há como afastar avivamento do relacionamento interpessoal. Estar ativo na fé em Jesus Cristo e experimentar o arrependimento tem como foco a mudança de testemunho visível. Chocar-se com o passado e enfrentá-lo é uma forma de praticar mudanças para o bem. O passado e/ou pessoas que nos magoaram tornam-se aprendizado, e o que antes era osso seco agora é preenchido pelo Espírito Santo, que nos encoraja a agir em amor com aqueles que nos desejam mal. São esses atos que confirmam a experiência do avivamento. Arrepender-se, enfrentar o passado, cortar as amarras e agir de amor para com o próximo, seja ele fator de mágoa para você ou não, é estar em avivamento.

A minha oração é que avivamento seja para com todos, segundo Jesus Cristo e guiado pelo Espírito de Deus. Que deixemos de ser ossos secos para assumir a identidade do Jesus Cristo amoroso.

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