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Corações Curados

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Confere essa música: Broken – Lecrae ft. Kari Jobe

Não é novidade para ninguém que temos dificuldades durante a vida. Jesus deixou isso bem claro em João 16.33:

“Eu lhes disse essas coisas para que em mim vocês tenham paz. Neste mundo vocês terão aflições; contudo, tenham ânimo! Eu venci o mundo”.

Também não é nenhuma novidade que muitas dessas aflições são causadas por relações destrutivas – sejam elas de cunho amoroso, familiar ou de amizade (Dá uma lida nesse artigo que eu falei um pouco sobre isso: “Corpos Descartáveis“).

Em algum momento da sua vida, (não me odeie por dizer isso, está bem?), seu coração será partido. Uma parte de você vai doer, talvez sangre um pouco e você sentirá que perdeu o chão. Isso é, caso já não tenha acontecido!

Lembro-me da história de uma moça, registrada na Bíblia, que teve o seu coração despedaçado, e que encontrou a cura – apesar das dores vivenciadas. Ela foi encontrada por Jesus, e sua vida foi transformada (Lucas 8.1-3); acompanhou a jornada de Jesus aqui na terra e mesmo quando ele foi morto, quis honrar Jesus e cuidar Dele (Marcos 16.1).

Antes de prosseguirmos com a história de Maria Madalena, é necessário que você entenda uma coisa: mesmo depois de vivenciar coisas maravilhosas e extraordinárias com Jesus, diante da cruz, Maria viu seu Mestre morrer e o coração dela se partiu.

O cenário que caracterizou o auge da missão de Cristo na terra, foi o momento em que Maria Madalena sentiu os primeiros sinais de dor e sangramento em seu coração.

Maria Madalena viu aonde Jesus tinha sido sepultado, e ao chegar lá – junto com suas amigas (Marcos 16.1.2), não encontrou o corpo do Mestre (Marcos 16.6). Maria Madalena correu e procurou ajuda dos discípulos de Jesus (João 20.2). Depois que eles viram o túmulo vazio, os seguidores de Cristo voltaram para casa (João 20.10), e Maria Madalena ficou sozinha e chorou (João 20.11).

Eu consigo ver algumas lições na vida de Maria Madalena. Aprendizados que podem nos ajudar a termos corações curados – não importa a causa motivadora dessas aflições.

A primeira coisa que compreendo é que mesmo diante do seu sofrimento, Maria Madalena não saiu reclamando a respeito de Jesus para as pessoas. Ela estava ao pé da cruz quando seu Mestre padeceu, e quando O sepultaram, ela se dispôs a ir até o túmulo para derramar especiarias no seu Amado.

Ela nos ensina que quando nos relacionamos de verdade com Jesus, mesmo diante do sofrimento, devemos nos preocupar em como as pessoas veem e sentem Jesus.

Além disso, ao ver que a situação estava mais complicada do que ela poderia imaginar, Maria Madalena não esperneou e bateu o pé no chão – como muitos de nós fazemos quando nos frustramos. Ela buscou ajuda de pessoas nas quais ela confiava. Isso é um alerta para nós: não daremos conta de tudo o que acontece em nossas vidas, e buscar ajuda não é sinal de fraqueza. Ela sabia que não precisava passar por aquele momento sozinha, pediu ajuda para carregar os fardos. Maria Madalena compreendia que embora o processo fosse individual, a caminhada não deveria ser solitária.

“Levem os fardos pesados uns dos outros e, assim, cumpram a lei de Cristo”. (Gálatas 6:2)

Um outro fator que auxiliou no processo de cura de Maria Madalena foi o momento em que ela esteve a sós. Depois que os discípulos voltaram para casa, Maria Madalena ficou sozinha. Ela se deu conta de que todos os seus sonhos tinham sido esmagados na cruz. Se sentiu incompreendida, dúvidas rodeavam seu coração, tristezas e anseios transbordavam de sua alma, haviam muitas perguntas sem respostas. Seu coração estava vazio como o túmulo.

Nos momentos semelhantes que teremos aos de Maria Madalena, temos que fazer como ela fez: chorarmos em um local específico e visível. Precisamos contar para Jesus como estão nossos corações, e não o esconder no canto escuro do quarto.

Algo acontece quando abrimos nossas almas ao Senhor, ao confiarmos Nele e depositarmos nossas esperanças em Seu amor…Ele se agrada de nós (Salmo 147.10), e sentimos Sua presença.

Após Sua ressurreição, Jesus apareceu a Maria Madalena enquanto ela chorava (João 20.15). Jesus se importou com o choro dela, e se importa, também, com o seu choro. Quando estamos sozinhos que Ele quer tornar conhecida Sua presença.

Ela abriu seu coração, Ele a consolou em seu pesar, e curou suas feridas. Maria Madalena vivenciou uma das promessas do Mestre:

“Bem-aventurados os que choram, pois serão consolados”.  (Mateus 5.4)

Essa promessa é para mim e, também, para você. O Mestre quer consolar nossas almas. Mas para isso, precisamos abrir nossos corações. É assim que a jornada de cura se estabelece.

Ao final do encontro de Maria Madalena com Jesus, com seu coração restaurado e batendo novamente no ritmo ideal, o Mestre concede uma missão a ela.

Ela tinha visto uma coisa maravilhosa, precisava contar aos outros que Jesus estava vivo. E com esse aspecto, finalizo o texto. Existe um propósito maior em meio a dor que você sente.

Ao receber a cura para seu coração ferido, você entenderá – assim como Maria Madalena um dia entendeu – que existem outros corações que estão sofrendo com a desesperança e desejam ser curados. Eles precisam saber que há um consolo, que há Alguém que se importa com suas lágrimas.

Depois de vivenciar algo tão tremendo, você não guardará somente para si, vai? Corações curados têm a convicção de que a esperança que eles receberam precisa ser compartilhada. O Mestre já enxugou seu rosto, Ele já cicatrizou suas feridas. Vá e conte aos outros o que Ele pode fazer por eles!

“Só ele cura os de coração quebrantado e cuida das suas feridas”. (Salmo 147.3)

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