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Crise da essência

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Pertencente ao aspecto dramático, crise se caracteriza por passagens em aspecto agônico. Então, parto do princípio de percepção que os seres humanos são seres em condição agônica, dos quais constantemente enfrentam problemas preconizados por descontrole físico e/ou emocional, sejam eles de natureza externa ou interna. E completo essa definição dizendo que passagens desse tipo são períodos de ruptura e descontinuidade, que desnorteia a percepção de um determinado alvo, propósito, crença, atitude ou qualquer outra percepção acerca da realidade do qual o humano vive.

Chamo de crise da essência o que se trata de certo questionamento com práticas e percepções a cerca da realidade cristã, não somente no quesito de espera – que é o foco desta plataforma. Me refiro ao contexto geral, onde nos encontramos questionando atitudes que tomamos acerca da crença em Jesus Cristo, de como testemunhar sua salvação e como consequentemente saber descansar em Deus.

Falando em termos abrangentes, a juventude cristã sofre uma crise da essência muito grande. No que se refere a espera em Deus, muitos relacionamentos se tornaram líquidos e frágeis. A responsabilidade cativa entre dois ou mais indivíduos parecem não corroborar na condição agônica de se ajustarem, pois parece se resumir à exploração do desejo momentâneo. E quando digo condição agônica é do ponto de vista de que não se alcança lugares significativos completamente sozinho, principalmente na caminhada com Jesus Cristo.

No contexto geral, jovens cristãos dissociaram-se do processo de aperfeiçoamento em Jesus Cristo. E repito a palavra: processo. Nunca foi e nunca será converter moedas de favores com seres superiores e anteriores para adquirir o emprego concorrido, o carro dos sonhos, e por fim o desejado relacionamento amoroso.

Não cabe a crítica se não a proposta de intervenção. Voltemos ao cerne do processo de associação entre o Deus que tudo concede e dá vida unicamente por sua vontade. Todos devem viver esse gradual crescimento entre o descansar em Deus e saber identificar aquilo que Ele nos proporciona como sendo filhos seus. Devemos procurar entender o porquê da crise da essência, sendo ela externa ou interna a nós. Esse momento de questionamento é alheio ao aperfeiçoamento em Cristo. É inerente à caminhada.

Concluo repetindo que não alcançamos lugares significativos sozinhos. Agonizar-se em processos de crise contextual/social cristã ou conectados ao seu íntimo faz parte do aperfeiçoamento em Deus. É compartilhar das dores com aqueles que amam a causa e estão próximos de nós.

Voltemos ao Cristo das nossas dores pagas na Cruz. Vamos integrar a essência de sua caminhada. Esperar/descansar em Deus é consequência de seguir os passos de Jesus. Associar-se à Jesus é se agonizar por mim, por eles, por nós e por todos. Somos pontes para Jesus. Sozinhos não alcançamos a paz que excede todo entendimento.

Mas, se padece como cristão, não se envergonhe, antes glorifique a Deus nesta parte.
1 Pedro 4.16

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