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Domínio próprio

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Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, a paz, paciência, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão e o domínio próprio…
Gálatas 5.22 e 23

No decorrer destes escritos destaquei a importância de cada manifestação do amor em suas características. Cada um deles – Alegria, a paz, paciência, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, e agora, domínio próprio, expressam o estilo de vida proposto e cumprido por Jesus Cristo. Domínio próprio, como o próprio termo diz, tem relação em como o amor se expressa sem ser abrasivo, expoente ou determinístico, apaziguando os desejos destrutivos/carnais, como diz o Apóstolo Paulo (Gálatas 5.16 e 17).

O amor como fruto tem a ver com algo a ser compartilhado com próximo segundo o mandamento do próprio Jesus Cristo (João 13.34). Cumprir este mandamento deve ser uma ação constante, e isso bem sabemos, porém o domínio próprio parte não somente da forma de compartilhar o amor, mas sim de como o tornar pleno em nossas atitudes mais íntimas. Somente você mesmo e o próprio Deus conhecem seus desejos, sejam eles lascivos ou bondosos, construtivos ou destrutivos. Domínio próprio é ter auto controle sobre eles. Conhecer seus limites, fraquezas, ter sabedoria para direcionar a vontade e o corpo com sabedoria.

Quando digo vontade me refiro diretamente aos desejos ditos “carnais”. Aqui abro um parênteses – a subdivisão entre carne e Espírito é muito presente na interpretação Cristã de vida. Acredito piamente que a vida é unidade, e a carne manifesta aquilo que está presente em seu desejo mais íntimo, porém não significa que o Espírito de Deus esteja em uma dimensão aquém da qual nossa carne se faz presente, numa espécie de “espiritosfera”. O apóstolo Paulo diz que eles se contradizem, o que é verdade. O que o Espírito de Deus quer é o que a carne não quer e vice-versa, mas quando cremos que o amor como fruto se faz presente em nós, o Espírito trata de dominar a carne. É isso que comprova a presença Divina em nós. Produzir o amor é deixar o Espírito de Deus nos controle, sendo nossa carne e desejos dominados pela presença real do amor em unidade conosco.

Jesus Cristo é o único que produziu o fruto em plenitude. Mesmo em seu sofrimento na cruz e domínio se fez presente, quando fora injustamente castigado, e nenhuma palavra revidava com ultraje, porém entregou-se à Deus, que justamente julga a todos (I Pedro 2.23). Aplicando em nós veremos que o critério de maturidade espiritual é cultivar o amor em alegria com paz e paciência, sendo benigno e bondoso, fiel ao seu propósito, manso em suas atitudes e tendo auto controle nos desejos em qualquer adversidade.

A minha oração é produzir maturidade em favor de mim, mas de todos. Produzir o fruto divino, me revestindo de Cristo e transformando a minha espera propósito segundo a vontade de Deus. Que descansemos em Deus nesse processo. Amém.

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