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O milagre da informação

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Na minha adolescência, as meninas tinham um hábito de possuírem uma agenda. Mas, não era uma agenda qualquer onde se coloca compromissos, aniversários ou afins. Era uma agenda de segredos, de conversas consigo mesma, de relatos marcantes de sua looonga e prematura vida, com experiências e acontecimentos (felizes ou tristes) ocorridos no dia. Algumas (pra não dizer todas) tinham (pasmem) cadeados e suas respectivas chaves ficavam sob sigilo de Estado, sem exageros. Era mais fácil se conseguir uma senha bancária do que ter acesso aos caderninhos.
Sabe aquela amizade verdadeira de anos? Aquela aonde você só vê as duas pessoas juntas; aquela que você contaria absolutamente tudo?
Pois bem, nem essas pessoas tinham acesso aos cadernos.

Segredos muuuito bem guardados, conflitos muito bem administrados (na visão delas), informações que só diziam interesse a quem estava do outro lado do papel.

Informação é ouro pra algumas nações; pessoas morrem pra guardá-las. Nas décadas de 70 a 90 houve a chamada Guerra da Informação (Information warfare), que é um conceito envolvendo o uso e gerenciamento de informações e tecnologias da informação e comunicação em busca de uma vantagem competitiva sobre um adversário. A guerra da informação pode envolver uma coleção de informações táticas, métodos de asseverar a informação utilizada como válida, dispersar propaganda ou desinformação para desmoralizar ou manipular o inimigo e o público em geral, debilitando a qualidade da informação da força oposta. Guerra da Informação é similar à guerra psicológica.

A qualidade da informação não depende do segredo guardado. Tanto para as meninas daquela época com os seus caderninhos, quanto um agente secreto décadas atrás, o que conta é a sua importância para cada um. Talvez, conflitos pessoais seriam evitados, melhores soluções dos problemas e divisão das alegrias aquelas meninas teriam tido, caso decidissem compartilhar com outros. Talvez, conflitos interacionais, guerras e mortes seriam evitados se houvesse diálogos diplomáticos no lugar de agentes infiltrados com as respectivas informações bem guardadas…talvez.

Nós cristãos, temos a melhor das informações que outrora estivera guardado mas, nos foi revelado: o Filho de Deus veio em pessoa habitar entre nós, a fim de nos reconciliar com o Pai (Cl 1:24-27/ Ef 1:9,10). Sendo nós, portadores dessa preciosa informação, não queremos (e nem podemos) guardar esse segredo; não, muuuito pelo contrário. Precisamos fazer com que todos saibam das boas novas.

Essa informação é repleta de tesouros escondidos.  Mas, ainda sim, pra se ter acesso aos mistérios ocultos dessa informação, é preciso querer ter um relacionamento com o detentor do conteúdo oculto (Pv 25:2). Ao contrário daquelas meninas imaturas e dos agentes secretos, a confiança, o relacionamento e o desejo que querer saber cada vez mais Dele, faz com que esses segredos sejam por nós conhecidos.
Ai se todos dessem importância a esse segredo, a essa revelação. Certamente, descobririam que todas as decisões de sua vida dependem dessa descoberta, como uma criança que a cada experiência aprende a confiar…mesmo com as lágrimas.

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