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Se já chorei de amor?

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Esses dias me perguntaram se já “chorei de amor”, daquele jeito que você põe uma música triste e chora (risos). Eis aí uma pergunta que não responderei agora, mas ela me fez refletir um pouco sobre como as pessoas me veem e o porque disso.

A maioria das pessoas ao meu redor me vê como uma mulher forte. Sinceramente, ainda me surpreendo, quando usam as palavras “força e coragem” para falar de mim. Isso, porque todas as minhas decisões que demostram coragem para com a vida, são na verdade tomadas por fé e não por força. Talvez eu seja forte, mas quando (sempre) a minha consciência de força falha, a minha fé no que Deus diz me mantem.

Voltando a pergunta do “choro por amor”, eu absolutamente não acredito que chorar seja sinal de fraqueza, só pra deixar claro e ir acabando com os estereótipos.
Na verdade, temos nossos momentos de crise, seja o amor não correspondido, baixa auto estima, sensação de incompetência, angústia diante de um desafio, inveja, raiva e etc. , “ no mundo, tereis aflições ” João 16:11.

Mas as emoções são administráveis. Se não fossem, Jesus não sairia por ai, dando ordens como, “não temas”, mas medo é assunto pra outro post. Quando escrevo, gosto de ter sido cobaia do tópico em questão, e o que quero aqui é dizer que podemos desenvolver uma inteligência emocional. O Espirito Santo, não só consola, o agir dele em nossa vida traz progressão, Ele nos auxilia a viver a vida plena que Jesus conquistou pra nós. Ou seja, se é progressivo, nós não precisamos cair de cara no chão todas as vezes que o vento bate. Talvez da próxima, você aprenda a amortecer a queda, e da outra você caia agachado e levante depressa e quem sabe ainda, você não enxerga o corrimão pra segurar.

Fora essa progressão, também tem o fator precaução, no que diz respeito as crises emocionais, muitas vezes deixamos situações tomarem proporções exageradas (aô sofrência) e nos sentimos indefesos, porque somos descuidados quanto aos nossos pensamentos.

Esses dias, no carro, estávamos ouvindo uma música “romântica”, nem tanto na real, e a letra era algo do tipo “When I find you, I find me.” / Quando eu te encontro, eu me encontro. Na hora eu comentei, “isso não é verdade, só encontrando a Deus que me encontro”, e a pessoa que estava comigo comentou, “você é muito segura”. Achei engraçado, porque estava apenas falando o que acredito, isso é simples. Intencionalmente, durante os anos, tenho deixado essas verdades criarem raízes em mim, verdades bíblicas são como suprimento. Receber a palavra de Deus, guardar no coração, declarar no seu dia a dia, é um habito saudável e poderoso.

Sinto que poderia escrever mais cinco páginas, mas vou concluir aqui. Eu procurei, na esperança de ajudar alguém, separar em pontos passos que fazem parte da minha maneira de administrar emoções simples ou complexas. Ah, tenha paciência com você mesmo, mas não tenha dó. Vamos lá:

• Admito. É que o é. Fingir não sentir, não é bom. “Been there, done there”.

• Respiro fundo (assim que der) e analiso. O sentimento é ruim? É tóxico? Ou seja, esta alterando negativamente a minha perspectiva sobre diversas situações e até me levando ao desespero. Essa percepção é essencial pra você decidir que não quer ser refém dessa condição.

• Permito que o Espírito Santo me ministre com relação ao que estou sentindo. Quando estou desesperada, não consigo ouvir.

Provavelmente, lá no ponto um, nós já fizemos as orações do desespero. Aquelas que fazemos só pra colocar algo pra fora, querendo resposta, mas sem dar a Deus a vez da fala, It’s ok… Só que, seu crescimento não vai vir desse tipo de oração.

• Tomo uma decisão quanto aquele sentimento, lembrando que temos autoridade sobre nossas reações.

• É oportuno lembrar que domínio próprio é fruto do Espírito – O Espírito Santo –, designado a brotar em nós por meio da fé, em Cristo Jesus.

De coração, espero que essas palavras tenham te abençoado.

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