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Trocando os diários, por uma agenda com o Pai

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Creio que não nos dias atuais, mas, algumas décadas atrás, as meninas tinham o curioso hábito de escrever seus acontecimentos diários num caderno/livro com esse mesmo nome: Diário. Como uma amiga imaginária, talvez pra algumas aquele caderno de segredos fosse a sua melhor amiga. Uns tinham até cadeado tamanha confidencialidade do conteúdo. Coisas importantes, confidências que nem as suas melhores amigas sabiam, tristezas, desabafos, alegrias, acontecimentos marcantes, etc, faziam pauta nele. Os meninos, mais envergonhados pra essas coisas e até mais práticos, desabafavam com o amigo mesmo.

O tempo passa, a idade avança, as responsabilidades aumentam e com elas, a correria, faz com que o diário e os colegas, sejam substituídos por agendas de compromissos. Tudo tem hora, local e tempo marcado. O slogan “tempo é dinheiro” vira mantra pra alguns. Cada encontro, até com amigos, antes fácil, deve-se tentar ser encaixados no turbilhão de horários a cumprir. Pronto! Já estamos escravos dos bloquinhos ou agendas eletrônicas.

Mas, o que me intriga é que, mesmo tão organizados como somos hoje, mesmo sincronizando cada minuto do nosso corrido dia, alguns de nós não conseguem agendar um tempo pra trocar uma ideia com Deus. Não me refiro àquele “Oi!” que damos dentro do carro, do transporte público, quando estamos ocupados (e quando é que não estamos, não é?), quando queremos um “salvador das nossas enrascadas”, ou seja, no tempinho de sobra ou em apuros, saca? Não…eu falo é de um bate papo íntimo e sem formalidade com o Pai.
Ps.: Temos, então, dois cenários: os que creem e os que não creem. Atentemo-nos aos que creem; o outro grupo achará sem sentido “falar ao vento”, concorda? Ah, se eles soubessem o que estão perdendo…

O homem (o ser humano) só investe tempo com quem lhe agrada. E isso é uma relação de troca, ou seja, “Me sinto bem e agradável um sua companhia e isso faz com que eu lhe retribua da mesma forma, lhe dando mais do meu tempo”. Acontece que com Deus essa sensação de bem estar e agradabilidade não acontece instantaneamente. Diria até que nem sempre é assim. Até porque, nem tudo o que ouvimos de Deus nos agrade em 100%. Porém, não nos agradar não significa que não precisamos ouvir. E se tomarmos por base que, se você está ouvindo algo de Deus, você JÁ TEM uma comunhão com Ele.

O próximo e mais importante passo é obedecer ao que Ele manda. Ou seja, você ouve, assimila (não necessariamente entender e sim, discernir no espírito) e responde positivamente ao comando (detalhe: responde positivamente não significa concordar; significa o-be-de-cer). À isso, damos o nome de intimidade (leia: http://www.euescolhiesperar.com/artigos/dormencia)
Nas agendas de alguns, inclui-se a máxima de “Só Deus pode me julgar”. Sim, de fato isso é uma verdade. Aliás, não acha que apenas essa verdade, por si só, já não seria o bastante pra nos fazer tremer de temor diante Dele? (Sl 25:12-14; 86:11; 128:4/ Jr 32:40).

Penso que um dos nossos grandes conflitos é que a nossa agenda (tempo/relógio) NÃO É igual a de Deus. Na agenda Dele, no local da intimidade com o Ele, entenderemos que é o lugar aonde as coisas importantes perdem sua importância; aonde o essencial perde sua essencialidade (e não estou falando de não expor pra Ele; falo de não se preocupar e descansar Nele). Não quer dizer que Ele não se importe, muito pelo contrário. Quer dizer que se importa tanto, mas, tanto que absolutamente NADA deve entrar nesse lugar; somente vocês dois. Entenderemos que tempo com Deus não é gasto, é investido. E o principal ganhador, somos nós mesmos.
Então, que tal trocarmos os diários, por uma agenda com o Pai?

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